Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

XP e BTG projetam crescimento de Vivo e TIM no 4º tri de 2025

A XP Research e o BTG Pactual projetam que a Telefônica Brasil (Vivo) e a TIM devem apresentar crescimento de receita e EBITDA no quarto trimestre de 2025, com resultados sustentados por desempenho operacional estável e controle de custos. As estimativas constam em relatórios publicados nos últimos dias pelas duas instituições financeiras. Os resultados das empresas serão divulgados oficialmente em 23 de fevereiro (Vivo) e 10 de fevereiro (TIM).

A XP estima que a Vivo terá receita líquida total de R$ 15,5 bilhões no período, alta de 6,4% em relação ao mesmo trimestre de 2024. A receita de serviços móveis deve alcançar R$ 9,82 bilhões, com crescimento de 6,7% impulsionado pela migração para o pós-pago e adições líquidas positivas. O segmento fixo deve gerar R$ 4,43 bilhões (+5,4%) e a venda de aparelhos R$ 1,27 bilhão (+7,6%). O EBITDA estimado é de R$ 6,38 bilhões (+2,8%), mas a margem deve ser impactada por comparações difíceis com o 4T24, quando a empresa contabilizou R$ 531 milhões em receitas pontuais ligadas à migração regulatória. O lucro líquido projetado é de R$ 1,71 bilhão, queda de 3,1%.

A avaliação do BTG Pactual também projeta crescimento da Vivo, com destaque para a retomada da expansão da receita móvel de serviços, prevista em 6,5% na comparação anual. A instituição lembra que o quarto trimestre de 2024 apresentou recuo atípico da MSR em relação ao terceiro trimestre, o que gera uma base de comparação considerada fácil. O BTG projeta receita total de R$ 15,6 bilhões e EBITDA ajustado de R$ 6,68 bilhões, com margem de 42,9%, apoiada por receitas extraordinárias relacionadas à venda de ativos após a migração do modelo de concessão para autorização. O fluxo de caixa operacional estimado é de R$ 3 bilhões.

Para a TIM, a XP projeta receita líquida total de R$ 6,91 bilhões no quarto trimestre de 2025, crescimento de 4,3% em um ano. A receita de serviços móveis deve crescer 4,7%, com destaque para o pós-pago, estimado em R$ 4,3 bilhões (+10,8%). A receita do pré-pago deve recuar 7,7% e a receita com aparelhos deve somar R$ 275 milhões (-4,3%). O EBITDA projetado é de R$ 3,55 bilhões (+6%), com margem de 51,3%. O lucro líquido deve atingir R$ 1,10 bilhão, alta de 4,2%, com base comparativa desfavorável devido à alíquota de imposto reduzida no 4T24.

O BTG destaca a disciplina de custos como principal alavanca da TIM no trimestre. O banco projeta EBITDA de R$ 3,6 bilhões (+8%) e margem de 52,2%, com avanço de 180 pontos-base em relação ao 4T24. O resultado é atribuído a despesas operacionais praticamente estáveis. O fluxo de caixa operacional deve somar R$ 1,5 bilhão, avanço de 23% na comparação anual.

Para 2026, o BTG avalia que o setor de telecom brasileiro deve manter crescimento de receita próximo ou levemente acima da inflação, com expansão de margem e investimentos estabilizados. A consultoria estima distribuição de R$ 8,7 bilhões em dividendos, juros sobre capital próprio e recompra de ações pela Vivo, e de R$ 4,8 bilhões pela TIM, com yields próximos de 8% e 9%, respectivamente.

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