Domingo, 5 de Abril de 2026

WEG diz que resultados foram impulsionados por área de geração, transmissão e distribuição

 Os resultados do segundo trimestre da WEGforam influenciados pelo desempenho no segmento de geração, transmissão e distribuição (GTD), puxado pela expansão e reforços de redes no Brasil e no exterior, especialmente nos Estados Unidos. 

 As energias renováveis, aqui e lá fora, também impactaram no negócio da WEG no trimestre, que se prepara para atender o mercado indiano, de acordo com André Rodrigues, diretor financeiro da companhia. 

 Encomendas de equipamentos para novas linhas de transmissão e para atender reforços, ampliações e modernizações, tiveram reflexo no desempenho da WEG no trimestre, assim como motores de alta tensão, apontou Rodrigues. 

 Há, nesse aspecto, a formação de uma nova demanda, devido à operação de novos data centers, que têm alto consumo de energia e exigido investimentos na robustez das redes.

 O quadro obriga a aquisição de transformadores e geradores por parte dos próprios data centers, em busca de redundância, bem como por operadoras de redes, o que, avalia, gera oportunidades para a WEG. Além disso, encomendas de aerogeradores em andamento no Brasil e nos Estados Unidos também puxaram as demandas.

 O executivo destacou que segmentos de ciclo curto, como motores elétricos e pequenos equipamentos de uso doméstico, também puxaram o resultado, como reflexo de uma retomada de atividade industrial no Brasil e nos Estados Unidos. 

 “A gente pode destacar que redutores, motorredutores e produtos seriados da automação tiveram uma boa demanda”, disse Rodrigues.

 No segundo trimestre, a WEG registrou lucro líquido de R$ 1,44 bilhão, 5,4% acima do apurado um ano antes. A receita líquida da companhia avançou 13,5% no fim do período abril-junho, para R$ 9,27 bilhões, enquanto o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) subiu 15,7%, para R$ 2,12 bilhões.

 Os resultados já consideram a consolidação, a partir de maio, dos negócios da americana Regal Rexnord, fabricante de motores elétricos, industriais e de geradores, adquirida pela WEG em setembro. Também consideram o efeito do câmbio num cenário em que 55% da receita da companhia foi oriunda do mercado externo, disse.

 Rodrigues destacou que no trimestre passado, a WEG realizou R$ 392 milhões em investimentos, sendo 57% do montante destinado às operações brasileiras. Os 43% restantes foram destinados no exterior, especialmente nas fábricas de motores e transformadores do México, que atendem aquele país e os Estados Unidos. 

 O executivo salientou que os investimentos da companhia para este ano serão de R$ 1,9 bilhão, sendo previstos 55% do montante para o Brasil e os 45% nas unidades de outros países. “Esses investimentos são muito importantes para suportar o nível de crescimento da WEG”, afirmou.

 Lá fora, a empresa está terminando o projeto de aumento da capacidade de produção de aerogeradores na Índia e mantém planos de iniciar a fabricação de turbinas eólicas em uma das unidades da WEG nos Estados Unidos. 

 No Brasil, apesar do momento adverso para o setor eólico, a empresa vê espaço para novas encomendas, com base em projeções do governo, via Plano Decenal, que apontam a necessidade de redução da exposição à fonte hídrica, hoje com participação de 60% da matriz de eletricidade, conta Rodrigues. 

 Esse processo, aponta, deve se dar com aumento da oferta de cerca de 50 gigawatts (GW) de geração eólica e solar, para que a participação hídrica fique em 49% em 2030. 

 

Compartilhe: