Domingo, 5 de Abril de 2026

Vivo vai levar oferta de 10 Gbps a mais praças em 2026

O CEO do grupo Telefónica, controlador da Vivo no Brasil, disse em coletiva de imprensa hoje, 24, que a operação local trabalha para ampliar o alcance das ofertas de banda larga fixa para 10 Gbps, dentro da execução do plano estratégico “Transformar e Crescer”.

“Em termos de capacidades tecnológicas ampliaremos a capacidade de rede de 1 Gbps para 10 Gbps na Espanha e no Brasil e seguiremos com o desligamento do cobre”, afirmou Murtra.

A Vivo lançou em setembro de 2025 planos de 10 Gbps com Wi-Fi 7, mas em poucos bairros de São Paulo e Rio de Janeiro. À época, a companhia informou que a tecnologia seria expandida para outras cidades e para o portfólio Vivo Total.

Murtra indica que a ampliação da capacidade para 10 Gbps integra a estratégia do ano, tendo ultrapassado a fase de um piloto comercial localizado.

Convergência como eixo estratégico
Além da expansão de capacidade, executivos da companhia destacaram a convergência como vetor central da estratégia brasileira. O COO do grupo, Emilio Gayo, afirmou que o modelo já demonstra tração no país.

“Já temos mais de 40% dos clientes de fibra convergentes, o que demonstra que a convergência vai acabar se impondo no Brasil, assim como aconteceu na Espanha.”

A convergência (oferta de vários produtos em um mesmo pacote, como telefonia móvel, fixa, internet e serviços digitais), está associada à redução de churn e ao aumento de receita por cliente, apoiada também na expansão de ecossistemas digitais. “Somos líderes em ecossistema, em fintech, saúde, bem-estar e entretenimento, onde demonstramos que com esses ecossistemas aumentamos receita e reduzimos o churn”, completou Gayo.

Enquanto isso, na Europa…
No Velho Continente, Murtra destacou o pleito setorial por mudanças legislativas que facilitem a consolidação do mercado de telecomunicações. Atualmente, segundo o executivo, a Europa possui 38 operadores com mais de meio milhão de clientes móveis, cenário que, na avaliação da empresa, justifica consolidação. “Queremos liderar esse processo”, enfatizou.

Murtra também criticou a aplicação atual da neutralidade de rede na Europa, argumentando que o modelo impede diferenciação técnica necessária para novos serviços digitais. “A legislação na Europa obriga a neutralidade de rede. Isso significa que não podemos diferenciar serviços com menor latência, e acreditamos que isso é um problema para a inovação. Acreditamos que é ruim para a inovação digital, ruim para a Europa e ruim para a Telefónica”.

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