Vivo migra infraestrutura de TI para plataforma em nuvem da Red Hat
A Vivo concluiu um processo de migração da sua infraestrutura de TI para o sistema nativo em nuvem da Red Hat. A mudança gerou uma redução de 99% no tempo de escalabilidade de cargas de trabalho críticas e de 95% no consumo de armazenamento da operadora.
Em linhas gerais, a tele substituiu ambientes virtuais legados pela OpenShift, uma plataforma híbrida de aplicações em nuvem da Red Hat. O anúncio foi feito pela fornecedora de soluções open source nesta segunda-feira, 2, em meio ao Mobile World Congress (MWC) 2026, em Barcelona (Espanha).
O movimento foi posto em prática como forma de diminuir despesas operacionais (opex), a complexidade e os custos crescentes da infraestrutura legada. A operadora ainda unificou na mesma plataforma a gestão de aplicações modernas nativas em nuvem com as cargas de trabalho remanescentes em máquinas virtuais de TI.
Os ganhos também foram observados nas operações online da Vivo. Por exemplo, o tempo de resposta em coleta de dados e consultas de faturamento de clientes tiveram queda de 42% e 61%, respectivamente. O consumo de CPU de TI foi reduzido em 55%, e o uso de memória, em 65%.
A expectativa é de que a transição de sistema favoreça o uso de modelos especializados de Inteligência Artificial (IA), sobretudo nas atividades de back-office.
“Modernizar nossa infraestrutura central para uma nuvem híbrida aberta com a plataforma comum nativa de nuvem da Red Hat nos permite responder com mais agilidade às necessidades dos clientes, reduzir nossa pegada ambiental por meio da melhor utilização de recursos e garantir a flexibilidade necessária para liderar o desenvolvimento de workloads de próxima geração em IA e nuvem nativa”, afirma Guilherme Marinasco, senior management and platform & product engineering da Vivo, em nota.
O vice-presidente global do segmento de Provedores de Serviços de Comunicação nas Américas da Red Hat, Gino Grano, destacou que o movimento da Vivo é uma prática inovadora no mercado brasileiro de telecomunicações.
“A Vivo é um exemplo claro de ‘techco’ visionária que reconhece a virtualização legada como um possível obstáculo à agilidade e à eficiência de custos exigidas por sua transformação”, ressaltou Grano.
