Sábado, 14 de Março de 2026

Unifique amplia lucro em 10% com avanços na fibra e no móvel

A Unifique obteve lucro líquido de R$ 45,2 milhões no segundo trimestre deste ano, alta de 9,9% na comparação com o mesmo período do ano passado. O resultado foi puxado por diversas verticais de receita, incluindo banda larga e telefonia móvel, de acordo com balanço financeiro divulgado nesta quarta-feira, 6.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) recorrente totalizou R$ 143,5 milhões, avançando 17,6% na mesma base de comparação. A margem Ebitda recorrente, por sua vez, subiu 2,4 pontos percentuais (p.p.), alcançando 50,2%.

A receita operacional líquida da operadora cresceu 12,2% no segundo trimestre, ante o mesmo intervalo do ano passado, totalizando R$ 286,1 milhões. Em termos brutos, o B2C teve alta de 12,8% (R$ 281 milhões) e o B2B, de 7,4% (R$ 71,2 milhões).

Confira, a seguir, os principais números da empresa, na comparação com o segundo trimestre do ano passado.

Lucro líquido: R$ 45,2 milhões (+9,9%);
Receita líquida: R$ 286,1 milhões (+12,2%);
Ebitda recorrente: R$ 143,5 milhões (+17,6%);
Margem Ebitda recorrente: R$ 50,2% (+2,4 p.p.);
Capex: R$ 92 milhões (+12,9%).
Banda larga
O serviço de banda larga, carro-chefe da empresa, avançou 5,8% na comparação com o segundo trimestre de 2024, somando R$ 270,8 milhões em receitas.

“Esse desempenho foi impulsionado, pela ativação de novos clientes e pela aplicação de reajustes nos planos de Internet dos segmentos B2B e B2C, com base no IGP-M acumulado dos últimos 12 meses”, destacou a Unifique, em trecho do balanço financeiro.

No caso, a operadora ganhou 9,3 mil clientes de Internet fixa entre abril e junho, alta anual de 8,5%. O churn (taxa de evasão de clientes) do serviço ficou em 1,5%, inferior ao registrado há um ano (1,55%), em função da instalação de uma equipe dedicada a este indicador, atuando em negociação e cobrança com inadimplentes, além de mecanismos de análise de crédito de potenciais assinantes.

A empresa fechou o segundo trimestre com 816,2 mil assinantes, alta de 7,2% em relação ao mesmo período do ano passado. As casas passadas (domicílios que podem contratar o serviço de fibra) totalizaram 3,72 milhões, uma expansão de 7,8%.

Telefonia móvel
Já a receita de telefonia móvel somou R$ 14,2 milhões, ante R$ 1,1 milhão no segundo trimestre do ano passado, quando a operação ainda estava em estágio inicial.

Inclusive, a Unifique encerrou junho com 170 mil usuários do serviço móvel. Desse total, 56,5% são linhas portadas de outras operadoras e 81% da base (137,4 mil clientes) estão vinculados a ofertas de combo de fibra e celular.

Vale destacar que, ao fim do segundo trimestre, a operadora já tinha ativado a rede de telefonia móvel (4G e 5G) em 71 cidades, sendo 48 em Santa Catarina e 23 no Rio Grande do Sul, cobrindo uma área onde vivem aproximadamente 1,7 milhão de pessoas.

A empresa ainda adiantou que passou a ofertar planos pré-pagos em julho, na cidade catarinense de Timbó.

No segundo trimestre, as receitas da operadora também cresceram nas verticais de telefonia fixa (+4,5%), TV e mídia (+17,9%) e demais serviços (+34,3%), incluindo câmeras, telemedicina e seguros. No período, apenas serviços de data center ficaram no campo negativo, com baixa de 2,8%.

Dívida e capex
A Unifique encerrou o segundo trimestre com uma dívida bruta de R$ 695,4 milhões, redução de 16,1% em relação ao primeiro trimestre deste ano (R$ 828,8 milhões).

O endividamento diminuiu em função do pagamento de parcelas de aquisição da Proserver Telecomunicações (Grupo Sygo), realizada em 2022, e de debêntures emitidas pela companhia. Inclusive, 75,8% da dívida se referem a débitos de longo prazo.

O capex totalizou R$ 92 milhões, alta de 12,9% ante o mesmo período do ano passado, com destaque para amortização de participações societárias e aquisição de intangível, como softwares e sistemas operacionais e de suporte para a implantação do 5G.

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