Terça-feira, 28 de Julho de 2026

Trump taxa Brasil em 25%: Alckmin corre para salvar indústria nacional

O Executivo federal intensificou HOJE, 21/07/2026, a mobilização para reduzir o impacto da tarifa de 25% que os Estados Unidos aplicarão sobre bens brasileiros a partir de 22/07. A sobretaxa foi anunciada pelo presidente norte-americano Donald Trump e afeta diretamente setores como máquinas, equipamentos, plásticos, calçados e componentes eletrônicos.

Pela manhã, o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, recebeu dirigentes da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). Durante a reunião, foram apresentadas sugestões divididas em duas frentes: redução do chamado custo Brasil – com ampliação de crédito à exportação, seguro de crédito, drawback e eliminação de resíduos tributários – e ajustes no programa Brasil Soberano, de modo a ampliar a elegibilidade empresarial.

“Viemos trazer propostas para reeditar aquilo que fez nossas exportações crescerem e aumentar a competitividade do setor”, declarou o presidente-executivo da Abimaq, José Velloso.

Segundo fontes do Ministério da Fazenda, a equipe econômica analisa a possibilidade de editar uma medida provisória focada no fortalecimento do programa Brasil Soberano. O ministro interino da pasta, Dario Durigan, afirmou em 14/07 que a decisão final dependerá de uma avaliação preliminar dos efeitos práticos da nova alíquota.

Alckmin ainda participará, ao longo do dia, de encontros com representantes de outras entidades industriais, entre elas a Associação Nacional da Indústria de Pneumáticos (Anip), a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), a Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) e a Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados). O objetivo é colher sugestões adicionais antes de levar um pacote consolidado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Além do reforço ao crédito, o governo busca acelerar a diversificação de mercados. Canadá, Emirados Árabes Unidos e Japão figuram como destinos prioritários para as exportações brasileiras. De acordo com a Abimaq, o setor registrou alta de 12% nas vendas externas nos últimos 12 meses, mesmo com queda de embarques para os EUA, e espera compensar eventuais perdas por meio dessa estratégia.

“A gente acha que ainda existe espaço para a diplomacia. O que vai resolver o problema político é a diplomacia do Estado e a diplomacia empresarial”, afirmou Velloso.

Embora parte da indústria defenda retaliações amparadas na Lei da Reciprocidade Econômica, o governo, até o momento, privilegia a negociação direta com Washington. Uma parcela dos exportadores teme que contramedidas ampliem o atrito e prejudiquem a competitividade de forma generalizada.

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