Transição energética para descarbonização
Existe uma unanimidade entre as lideranças globais quando o assunto é a transição energética. Seja no dia a dia da indústria, que busca encontrar os caminhos que levarão a uma economia de baixo carbono, ou entre os organizadores da COP-30, em novembro de 2025, em Belém, o norte de toda ação ou debate deve ser a almejada revolução energética e não tecnologias ou programas, que são, na prática, meios e não os fins. “O País precisaria ter uma visão mais clara em relação ao que nós queremos da transição energética ou da transição justa da nossa sociedade”, afirma Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores de Energia e Consumidores Livres (Abrace Energia). “Para que esse objetivo ocorra, temos que ter uma política industrial energética. ” A Hydro vem atuando de forma responsável, alinhada às comunidades vizinhas de suas operações, respeitando o meio ambiente. Além do investimento na troca de combustível (ler na página ao lado), a companhia tem uma série de iniciativas para a descarbonização. O investimento é de R$ 7,5 bilhões em geração de energia renovável com parque solar e eólico, tendo como alguns dos principais clientes consumidores as suas plantas de bauxita, alumina e alumínio no Pará. A Hydro REIN, braço da empresa com foco em geração de energia renovável, tem três projetos em andamento no País: Boa Sorte (solar), Ventos de São Zacarias (eólico) e Mendubim (solar). A Albras, maior produtora de alumínio primário do Brasil, localizada em Barcarena, no Pará, produz alumínio com uma das menores taxas de CO2 do mundo. Com uso de energia elétrica renovável e estabilidade dos processos produtivos, a série de alumínio de baixo carbono possui emissões máximas de 4,0 kg de CO2e por kg de alumínio produzido, valor significativamente inferior à média global definida pela International Aluminium Institute (12,9 tCO2e/t Alumínio).
Em 2023, a Albras obteve pelo sexto ano consecutivo o Selo Ouro no programa brasileiro de monitoramento de emissões de gases de efeito estufa “GHG Protocol”, validado por auditoria de terceira parte acreditada.
Reflorestamento
A Mineração Paragominas, que pertence à Hydro, é a primeira mineradora de bauxita no Brasil a apostar em inovação para dar escala à reabilitação ambiental, com uso de drones na Amazônia brasileira. Para essa iniciativa, a empresa contratou a startup franco-brasileira Morfo.
Com investimento de mais de R$ 2,7 milhões, a iniciativa inclui o diagnóstico do solo com imagens de satélite e uso de drone para dispersão das sementes juntamente com cápsula nutritiva. Com um único drone, pode-se dispersar 180 cápsulas e sementes das múltiplas espécies por minuto.
Desde 2009, mais de 3 mil hectares já foram reflorestados pela Hydro em Paragominas. Somente em 2023, foram reabilitados cerca de 328 hectares na região da mina. As ações reforçam a meta da Hydro: para cada hectare minerado, outro é reflorestado em até dois anos após a lavra. Também faz parte das ambições da companhia garantir nenhuma perda líquida de biodiversidade em novos projetos.
O projeto de gás natural da refinaria em Barcarena tem investimento de R$ 1,3 bilhão e proporcionará uma redução anual de 700 mil toneladas de CO2 na emissão para a atmosfera Carlos Neves, vice-presidente de Operações da Hydro Bauxita e Alumina
O fato de o Brasil ter uma matriz energética limpa, diversificada e renovável já é um dos fatores de competitividade do nosso alumínio Janaina Donas, presidente executiva da Associação Brasileira do Alumínio (Abal)
A COP vem ao Brasil em momento oportuno. Vamos mostrar ao mundo que é desafiador operar no ecossistema amazônico, mas que existem exemplos de sucesso Rodolfo Zamian Danilow, consultor sênior de Relações Governamentais da Hydro Brasil
A transição pode ser uma oportunidade para uma reindustrialização verde do País Paulo Pedrosa, presidente da Abrace Energia
