Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

TIM e Vivo devem ter resultados sólidos em 2026, aposta BTG

A TIM e a Vivo devem obter resultados sólidos em 2026, ainda que em ritmo mais moderado do que os apurados em 2025, ano considerado “excepcional” em termos operacionais e de retorno aos acionistas, aponta relatório do BTG Pactual sobre o setor de telecomunicações.

Em linhas gerais, a avaliação é de que as receitas das operadoras devem crescer em linha ou ligeiramente acima da inflação neste ano. Além disso, o banco projeta expansão da margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) e estabilidade nos números de investimentos (Capex).

Para a TIM, a projeção para 2026 é de alta de 4,9% na receita de serviços, chegando a R$ 27,1 bilhões, e expansão de 6,8% no Ebitda, totalizando R$ 14,4 bilhões.

As estimativas para a Vivo são ainda mais robustas, com o faturamento dos serviços somando R$ 59,1 bilhões (+6,2%) e Ebtida alcançando R$ 27,2 bilhões (+10%), apontam as estimativas.

“2026 também deverá ser um ano operacionalmente favorável, embora o excelente desempenho em 2025 naturalmente reduza a assimetria positiva em relação ao ano anterior”, salienta o BTG, em trecho do relatório divulgado na última segunda-feira, 12.

Ainda no que diz respeito a 2026, os analistas projetam crescimento de dois dígitos no fluxo de caixa operacional livre tanto da TIM (+11,5%) quanto da Vivo (+20,9%).

A expectativa é de que a TIM distribua R$ 4,8 bilhões aos acionistas e a Vivo, R$ 8,7 bilhões, por meio de instrumentos financeiros como dividendos, recompra de ações e juros sobre patrimônio. O relatório não traz projeções para a Claro, tendo em vista que a operadora da América Móvel não tem ações negociadas na B3.

Quarto trimestre de 2025
O BTG também apresentou estimativas para o quarto trimestre do ano passado, salientando que 2025 foi um ano de resultados excepcionais para as operadoras – a TIM e a Vivo, vale mencionar, vão divulgar os balanços com os números consolidados de 2025 no dia 10 e 24 de fevereiro, respectivamente.

No caso da TIM, o banco projeta, ante o quarto trimestre do ano passado, alta de 11,1% no lucro líquido, totalizando R$ 1,16 bilhão. O Ebitda ajustado deve registrar expansão de 8%, com a margem avançando 1,8 ponto percentual (p.p.), chegando a 52,2%.

A projeção aponta crescimento de 4,9% nos serviços móveis e de 3,1% no segmento fixo (o primeiro resultado trimestral positivo da vertical no ano de 2025).

Em relação à Vivo, a expectativa é de crescimento de 7% no lucro líquido, somando R$ 1,88 bilhão entre outubro e dezembro de 2025. O Ebitda deve avançar 7,8%, com a margem alcançando 42,9%, alta anual de 0,4 p.p.

O BTG vê a receita móvel da Vivo crescendo 6,5% no quarto trimestre. O ritmo do segmento fixo deve ser ainda mais forte, com expansão de 7,2% ante o mesmo período de 2024.

No mercado financeiro, o relatório ainda lembra que tanto a TIM (+67%) quanto a Vivo (+50%) superaram o Ibovespa (+34%), o principal índice da bolsa de valores brasileira, no ano passado.

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