Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

TIM atualiza plano estratégico e projeta alta de 5% na receita em 2026

A TIM atualizou o seu plano estratégico de 2026 e apresentou novas projeções para diversos indicadores financeiros. Conforme fato relevante divulgado nesta terça-feira, 24, as operações da tele serão direcionadas à sustentabilidade econômica da telefonia móvel, à recuperação da banda larga e ao fortalecimento dos serviços corporativos (B2B).

A TIM também prevê gerar ganhos e reduzir despesas com a adoção da Inteligência Artificial (IA) em seus negócios. Confira, a seguir, as projeções para este ano.

Receita de serviços: alta de cerca de 5%;
Ebitda: crescimento de 6% a 8%;
Investimentos (capex): entre R$ 4,4 bilhões e R$ 4,6 bilhões;
Fluxo de caixa operacional: alta de 11% a 14%;
Remuneração aos acionistas: entre R$ 5,3 bilhões a R$ 5,5 bilhões.
Em comunicado, a TIM destacou que a receita de serviços deve superar a inflação. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) e a margem devem avançar com base em disciplina nas despesas, digitalização e materialização dos ganhos com IA.

“Somado a isto, a alocação eficiente de capital, orientada para qualidade e evolução tecnológica, contribuirá para o crescimento do Fluxo de Caixa Operacional”, pontuou a tele, acrescentando que “seguirá acelerando sua estratégia de remuneração aos acionistas”.

Fortalecimento das operações
A TIM também apresentou detalhes operacionais do seu plano estratégico. No caso do serviço móvel, a empresa ressaltou que planeja realizar a troca de 6,5 mil sites 4G e 5G em 15 capitais e áreas metropolitanas até 2027, o que deve beneficiar cerca de 12 milhões de clientes.

A cobertura de quinta geração deve crescer 38% e registrar um aumento de 40% na capacidade de tráfego de dados.

Sobre a banda larga, a TIM afirmou que pretende “explorar bolsões de oportunidade de crescimento” e complementar o serviço com FWA (tecnologia que usa a rede 5G como Internet fixa) e satélites.

Além disso, sinalizou que a aquisição do controle societário da I-Systems facilita “possíveis movimentos inorgânicos futuros”.

Já no B2B a tele indica que vai expandir o portfólio de soluções de Internet das Coisas (IoT) e demais ofertas de tecnologia.

A ideia é “reestruturar o modelo operacional para permitir escalabilidade” e “acelerar receitas provenientes de iniciativas de monetização de dados”. Em linhas gerais, a TIM quer ganhar espaço no mercado de rede como serviço (NaaS, ou Network as a Service).

Empresa focada em IA
No documento com as diretrizes do plano estratégico, a TIM também afirma que vai se tornar uma organização “AI-First”.

Com o uso da tecnologia, ainda em 2026, a operadora planeja modernizar a rede com sistema “zero touch” e troubleshooting automático, além de reduzir o consumo de energia.

O atendimento ao cliente deve ser redesenhado, com a adoção de agentes de IA nas operações de vendas, contas, cobrança e planos. Uma IA na forma de “companheiro digital” deve permitir interações mais inteligentes e soluções personalizadas aos clientes.

Nas atividades internas, a expectativa é de que a IA se espalhe pela empresa, como uma ferramenta de suporte na gestão e na tomada de decisão estratégica.

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