Telefónica vende operação móvel no México por US$ 450 milhões
O grupo Telefónica anunciou ontem, 7, a venda de 100% da Telefónica México para a Melisa Acquisition, consórcio liderado por OXIO e Newfoundland Capital Management. O valor da transação é de US$ 450 milhões, cerca de 389 milhões de euros. O negócio foi estruturado por meio da Telefónica Hispanoamérica e abrange a totalidade das ações de Pegaso PCS e Celular de Telefonía, sociedades que compõem a operação mexicana. A conclusão ainda depende de condições contratuais e de aprovações regulatórias.
O comunicado informa prazos estimados para o fechamento da transação. Mas informa que o preço estará sujeito aos ajustes usuais desse tipo de transação. A operação mexicana vinha encolhendo. Em 2025, perdeu 7% da base de usuário, encerrando o ano com 21,7 milhões de acessos, 16,6% de market share local.
Venda se soma a desinvestimentos na região
A operação ocorre em meio à reorganização dos ativos da Telefónica na América hispânica. Em abril de 2025, a companhia vendeu 99,3% de sua filial no Peru para a Integra Tec por 900 mil euros. Em junho, anunciou a venda da operação do Equador para a Millicom por US$ 380 milhões.
Em novembro de 2025, a empresa confirmou que México, Chile e Venezuela estavam entre os mercados dos quais pretendia sair no âmbito de seu plano de eficiência, mantendo Espanha, Alemanha, Reino Unido e Brasil como eixos centrais da operação.
Já em fevereiro de 2026, a Telefónica acertou a venda da operação móvel no Chile por até US$ 1,36 bilhão, em transação envolvendo NJJ Holding e Millicom.
A Telefónica afirma que a venda da unidade mexicana integra sua política de gestão de portfólio de ativos e está alinhada à estratégia de saída da Hispanoamérica.
Estratégia do comprador
Do lado comprador, a OXIO e a Newfoundland Capital Management informaram que a operação foi estruturada por um consórcio de investidores dos Estados Unidos e que, após o fechamento, a Movistar México continuará operando com a mesma marca e com a atual equipe de gestão. Segundo o comunicado divulgado pelas compradoras, a intenção é migrar gradualmente a operação para a plataforma Telecom-as-a-Service da OXIO, baseada em arquitetura nativa em nuvem, sem interrupção do serviço aos clientes.
A compradora vê também espaço para continuidade da transformação digital da operação, apoiada em relações de atacado já estabelecidas no mercado mexicano e no crescimento da base pós-paga. A OXIO afirma ainda que já atua no México como prestadora licenciada de telecomunicações no atacado há cinco anos.
