Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Telefónica reforça aposta em convergência e B2B na Vivo

Colhendo bons resultados no Brasil por meio da Vivo, o Grupo Telefónica indicou que a estratégia de crescimento da operação brasileira terá foco em serviços corporativos (B2B) e na convergência de banda larga e telefonia móvel, além do desligamento da rede de cobre.

Em coletiva de imprensa nesta terça-feira, 24, o CEO da Telefónica, Marc Murtra, também destacou que a empresa planeja avançar na oferta de “Wi-Fi 7 de última geração” para clientes residenciais no Brasil e na Espanha.

“Ampliaremos a capacidade da rede de 1 Gbps para 10 Gbps na Espanha e no Brasil e daremos continuidade ao desligamento da infraestrutura de cobre”, pontuou. Vale lembrar, na véspera, que a diretoria da Vivo apontou que as vendas de cobre devem acelerar a partir do segundo trimestre deste ano.

Murtra ainda ressaltou que o grupo tem avançado na “automação de nossas redes no Brasil” e acelerado “o crescimento de nossos negócios B2B e capacidades tecnológicas”.

O diretor de Operações da multinacional, Emilio Gayo, afirmou que há uma “oportunidade imensa” para o B2B no Brasil, segmento que representou 22,6% das receitas da Vivo no ano passado, em função do portfólio da operadora e da colaboração da Telefónica Tech, provedora de serviços de TI.

Além disso, Gayo reafirmou o plano Vivo Total, oferta convergente de fibra e móvel, como avenida de crescimento para a operadora brasileira. “Já temos mais de 40% dos clientes de fibra convergentes. Isso mostra que a convergência terminará imponente no Brasil, como aconteceu na Espanha”, assegurou.

Prejuízo em 2025
O Grupo Telefónica registrou prejuízo líquido de 4,31 bilhões de euros (aproximadamente R$ 26,28 bilhões) em 2025, em função de reestruturações e deterioração de ativos.

Desse total, cerca de 2,27 bilhões de euros são perdas decorrentes dos desinvestimentos realizadas na América Latina no ano passado (Argentina, Peru, Uruguai e Equador).

Apesar do prejuízo bilionário, a multinacional conseguiu atingir as metas financeiras estabelecidas para 2025. As receitas, por exemplo, cresceram 1,5% em termos constantes, chegando a 35,1 bilhões de euros. Espanha (+1,7%) e Brasil (+6,7%) puxaram o faturamento.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado avançou 2%, e o fluxo de caixa livre das operações ajustado teve alta de 5,9%. A relação capex sobre a receita ficou em 12,4%, atendendo à meta de ficar abaixo de 12,5%. As operações continuadas registraram fluxo de caixa livre acima de 2 bilhões de euros.

Metas financeiras para 2026
A multinacional também apresentou as metas para este ano. Tanto para as receitas quanto para o Ebtida ajustado, o objetivo é atingir um crescimento de 1,5% a 2,5%.

Para o fluxo de caixa livre das operações ajustado, a expansão prevista é de pelo menos 2%. A relação capex sobre investimento deve ficar em 12%. A expectativa é de que o fluxo de caixa totalize 3 bilhões de euros.

A companhia ainda destacou que vai continuar o processo de desinvestimento da Hispam (países latino-americanos de língua espanhola) em 2026, após a venda da operação do Chile anunciada este mês. O grupo ainda mantém operações relevantes no México e na Venezuela.

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