Telefónica lança plataforma de edge computing para B2B na Espanha
A Telefónica ativou oficialmente nesta quinta-feira, 19, a sua oferta comercial de edge computing na Espanha. Voltado ao mercado corporativo, o modelo permite a profissionais o acesso a soluções computacionais robustas na borda por meio da nuvem, 5G e/ou fibra ótica.
Inicialmente, o modelo de negócios do serviço é dividido em dois que podem ser adaptados às necessidades de uma companhia. São eles:
Edge Basic, um formato estático que permite o uso de unidades gráficas de processamento (GPU) para alta performance de computação em inteligência artificial e com baixa latência, além de nuvem soberana e de modo a evitar uma nuvem pública;
Smart Edge, voltado para aplicações em tempo real que precisam de conectividade móvel. Permite a escolha de qualidade de serviço (QoS, um benefício ligado diretamente ao Open Gateway) e pontos de acesso de 5G privados (APN) para operar serviços de forma distribuída e aproximando a IA da ponta.
O edge da operadora é baseado em uma série de centros de dados de baixa latência para processamento, análise e armazenamento (nós) soberanos que estão localizados em antigas estações de cobre e permitem cobertura, capilaridade e processamento mais próximos dos clientes, seja no continente ou em arquipélagos espanhóis.
Inicialmente, a Telefónica disponibilizará cinco nós: Madri, Valência, Sevilha, Bilbao e La Coruña. Mas a expectativa da operadora é terminar o ano com 17 nós, sendo que 12 já estão implantados: um segundo em Madrid, Barcelona, Málaga, Palma, Valladolid, Terrassa e Mérida. Os outros cinco instalado neste ano estarão em: Zaragoza, Las Palmas de Gran Canaria, Gijón, Santa Cruz de Tenerife e Santiago de Compostela.
A ideia é que o edge computing seja usado por empresas que precisam de serviços avançados em IA em setores como indústria 4.0, robótica e logística.
Essa oferta faz parte do Edge Plan da Telefónica, um modelo aberto, descentralizado, com múltiplos provedores, interface compartilhada e interoperabilidade, que, por sua vez integra a Iniciativa de Interesse Comum da Europa (IPCEI), que visa fortalecer as capacidades digitais da indústria no continente.
