Telefónica lança plano estratégico e projeta expansão e modernização na Vivo
A Telefónica, dona da Vivo, apresentou nesta terça-feira, 4, o seu plano estratégico para o período de 2026 a 2030. Batizado de “Transform & Grow” (transformar e crescer, em tradução livre), o planejamento foi construído em cima de seis pilares. São eles:
expandir as ofertas B2C;
escalar as operações B2B;
simplificar o modelo operacional;
entregar a melhor experiência ao cliente;
evoluir as capacidades tecnológicas;
e desenvolver talentos.
A matriz espanhola destacou que o plano tem foco em quatro principais mercados: Espanha, Brasil, Alemanha e Reino Unido. O objetivo é tornar a companhia a “uma empresa de telecomunicações europeia de classe mundial com escala lucrativa”, afirmou, em trecho do plano estratégico.
Futuro da Vivo
De acordo com o plano, a Telefónica vê a Vivo expandindo as suas ofertas ao consumidor e modernizando a sua infraestrutura até o fim desta década.
A companhia indica que a tele brasileira vai reforçar a convergência de serviços e ampliar a sua participação nos mercados de casa conectada, fintech, saúde e eletrônicos.
Especificamente para o B2B, o projeto prevê avançar na oferta de serviços digitais, desenvolver soluções modernas de comunicação, expandir a presença em indústrias específicas e lançar o serviço de fatiamento de rede (network slicing).
No que diz respeito à infraestrutura no Brasil, os planos incluem expandir a rede de fibra pelo território nacional e aprimorá-la com a tecnologia XGSPON. O uso da Wi-Fi 7, já contemplado em algumas ofertas da Vivo, também deve ser escalado.
A companhia ainda indica que vai preparar a rede móvel para uma cobertura fluida de 4G e 5G, além de modernizar a infraestrutura de TI.
Ainda sobre a operação no Brasil, a empresa pretende recorrer mais à Inteligência Artificial (IA) para acelerar processos e automatizar sistemas de rede. O desligamento da rede de cobre está previsto para ser concluído até 2028.
Os planos delineados para a Vivo também incluem requalificar a força de trabalho e reforçar a diversidade dentro da empresa.
Plano financeiro
A Telefónica informou que o plano inclui diversas iniciativas para melhorar a eficiência operacional do grupo. A empresa estima obter uma economia de 2,3 bilhões de euros em 2028 e 3 bilhões de euros até 2030.
“Este resultado será alcançado por meio de excelência tecnológica e operacional, processos simplificados, transformação digital e venda de ativos de rede legados, como parte das operações regulares de desativação de rede”, apontou a companhia.
Em termos financeiros, o plano prevê uma taxa de crescimento anual composta (CAGR, na sigla em inglês) de 1,5% a 2,5% nas receitas entre 2025 e 2028, acelerando para 2,5% a 3,5% no período de 2028 a 2030.
Para o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado, a CAGR prevista é de 1,5% a 2,5% para o intervalo de 2025 a 2028. Também se estima uma aceleração de 2,5% a 3,5% entre 2028 e 2030.
Consolidação
O plano estratégico não prevê nenhuma consolidação, mas a Telefónica afirma estar “preparada para aproveitar qualquer oportunidade que surja dentro do período do plano”.
Em trecho do documento, a companhia salienta que a falta de consolidação no mercado europeu de telecomunicações gera investimentos ineficientes, sobretudo em comparação aos Estados Unidos e à China.
Por fim, a empresa indica que fusões e aquisições (M&A) em seus principais mercados poderiam gerar entre 18 bilhões de euros a 22 bilhões de euros em sinergias.
