Sateliot e Constanta fecham parceria para IoT via satélite no Brasil
A Sateliot e o Grupo Constanta firmaram uma parceria para conectar dispositivos de Internet das Coisas (IoT) por meio de satélites de baixa órbita (LEO) no Brasil. O acordo terá como foco inicial aplicações nos setores de utilities e energia e prevê uma primeira demonstração da tecnologia ainda em 2026.
O objetivo é permitir que equipamentos utilizados em locais sem cobertura celular recorram à rede de satélites da Sateliot. Segundo as empresas, a tecnologia poderá ser aplicada ao monitoramento remoto de ativos e à identificação de falhas.
A fase inicial será direcionada à infraestrutura de distribuição de energia. Posteriormente, as companhias pretendem avaliar o uso da conectividade em outras aplicações, como iluminação pública, redes elétricas inteligentes, eficiência energética, saneamento e agricultura.
A solução utiliza a tecnologia 5G NTN e segue padrões do 3GPP compatíveis com NB-IoT. Com isso, um mesmo dispositivo pode utilizar redes terrestres quando houver cobertura e recorrer à conexão por satélite quando estiver fora do alcance dessas redes. A Constanta está concluindo o processo de habilitação de equipamentos para operar dessa forma.
O Grupo Constanta atua na manufatura eletrônica para setores estratégicos como aeroespacial, saúde, telecomunicações, energia, automação e mobilidade urbana. A empresa tem plantas fabris em Atibaia (SP) e Manaus e empresas que cobrem toda a cadeia de IoT, incluindo a Laager (mercados de água e gás), a Nexum IoT (iluminação pública inteligente), a HartBR (automação e proteção de redes elétricas) e o Instituto Constanta de Inovação (ICI).
“O Brasil precisa de soluções de conectividade capazes de alcançar onde as redes tradicionais não chegam”, afirmou o CEO da Constanta, Roberval Tavares. Segundo o executivo, a parceria permitirá ampliar o alcance das soluções de IoT do grupo e conectar infraestruturas que atualmente não contam com cobertura terrestre.
CCO da Sateliot, Gianluca Redolfi disse que a conectividade LEO baseada em padrões abertos pode ampliar o alcance de aplicações digitais em países de grande extensão territorial. “O Brasil é um dos exemplos mais claros desse potencial, e estamos entusiasmados em contribuir para sua próxima fase de crescimento”, afirmou.
