Quinta-feira, 9 de Abril de 2026

Rede móvel privativa do DF aguarda modelo de sustentabilidade

Rede privativa do governo será entregue pela EAF até fevereiro 2026, ou com “pequena postergação”, diz secretário de telecomunicações Hermano Tercius.

A rede móvel privativa de comunicações do governo federal, prevista no edital do leilão do 5G de 2021, ainda está em fase de implantação e deverá ter seu modelo de sustentabilidade financeira definido em 2025. A informação é do secretário de Telecomunicações, Hermano Tercius, em entrevista ao TV Síntese.

De acordo com o secretário, a fase 1 da rede móvel privativa, focada na interoperabilidade entre forças de segurança, será entregue até o fim deste ano. Já a fase 2, que prevê a inclusão de novos serviços (como dados, vídeo e prioridade de acesso), está condicionada ao fechamento de um modelo que permita à Telebras manter a operação após o fim da atuação da Entidade Administradora da Faixa (EAF).

“A rede precisa ser sustentável financeiramente. Não basta entregá-la funcionando — é necessário garantir que o custo possa ser bancado com a contratação de serviços por órgãos públicos”, explicou Tercius. O desafio, segundo ele, é que não há obrigatoriedade de adesão por parte dos usuários potenciais, como polícias e Defesa Civil, o que impõe incertezas à geração de receita futura.

Por isso, o MCom e a Telebras vêm estruturando um modelo modular, com custos proporcionais ao número de clientes atendidos. A ideia é que mesmo com um volume inicial menor de adesões, o custo total se ajuste para viabilizar a manutenção.

A rede móvel será implementada inicialmente no Distrito Federal, e usará parte dos recursos arrecadados no leilão de 2021. A rede fixa, por sua vez, já está com os anéis ópticos definidos nas capitais e em fase de execução dos pontos de conexão, com entrega prevista até fevereiro de 2026.

A operação futura da rede será de responsabilidade da Telebras, cuja saída da dependência orçamentária também está em discussão no governo federal, com participação da Casa Civil e do Ministério da Gestão.

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