Qualcomm e Ericsson concluem testes de RedCap no 5G SA no Brasil
A Qualcomm, em colaboração com a Ericsson, concluiu uma série de testes bem-sucedidos com dispositivos RedCap em uma rede 5G Advanced Standalone (SA) de uma operadora móvel brasileira, em São Paulo.
Os ensaios utilizaram estações base 5G da Ericsson (gNodeB) e o hotspot RHINO H1, com o objetivo de demonstrar a viabilidade e o desempenho consistente da tecnologia dentro do escopo das condições de testes controlados em ambiente de operação, segundo as empresas.
O que é o RedCap Rel-17 e para quais dispositivos mira
O RedCap (Reduced Capability), do Release 17, segue como uma evolução do 5G SA voltada para dispositivos que exigem conectividade eficiente, com menos complexidade e custo. A proposta é atender aplicações como IoT, wearables e equipamentos locais do cliente (CPEs) de FWA, associando baixo consumo de energia, alta confiabilidade e acessibilidade.
Fransergio Vieira, gerente de Marketing de Produto da Qualcomm, afirma que “o RedCap 5G Advanced SA já é uma realidade mundial, representando uma tecnologia chave para possibilitar e expandir novos casos de uso, e o Brasil tem a oportunidade de ampliar a conectividade 5G, contribuindo para a transformação digital da economia do país, através dessa tecnologia”.
Dispositivos Rhino Mobility e Snapdragon X35 nos ensaios
Nos testes, foram usados o RHINO H1 e o módulo RHINO M3501, ambos da Rhino Mobility (uma empresa da NEXA), com o Snapdragon X35 5G Modem-RF System. A combinação é apresentada como um indicativo do potencial do RedCap para ampliar conectividade “especialmente em regiões rurais e carentes”, em iniciativas de redução da exclusão digital.
Projeções e disponibilidade comercial
Segundo relatório da Omdia, conexões RedCap 5G podem chegar a cerca de 963 milhões globalmente até 2030, enquanto o segmento 5G FWA (incluindo CPEs) deve ultrapassar 150 milhões de conexões até 2030.
As empresas registram que “os testes descritos acima foram realizados em um ambiente controlado e não constituem, por si só, disponibilidade comercial ou certificação regulatória (incluindo certificação Anatel)”.
