Sexta-feira, 17 de Abril de 2026

Proofpoint reforça presença no Brasil e vê futuro otimista com cibersegurança

Em entrevista exclusiva ao TI Inside, Tom Corn, VP Executivo e GM de Threat Protection da Proofpoint, e Rogério Morais, VP Latam da Proofpoint, compartilharam as tendências para o futuro da cibersegurança, assim como a atuação regional da empresa e o impacto das suas tecnologias para os clientes.

Morais reforça o impacto da chegada da Proofpoint no Brasil há 5 anos. “Hoje, temos mais de 500 empresas na América Latina, sendo o Brasil o principal mercado. Começamos com foco em e-mail, depois vimos uma enorme demanda por DLP com a chegada da LGPD, e agora estamos entrando na terceira onda: segurança para IA”, destaca. O executivo ressalta que as soluções da companhia auxiliaram CISOs a revelar falhas antes não identificadas, o que ajudou no crescimento regional da Proofpoint. “Vários executivos nos abordavam com problemas urgentes de IA. Vários enxergavam os riscos, mas não em sua totalidade”, afirma.

O VP Latam reconhece, também, os desafios da consolidação da empresa na América Latina que forçaram um processo de adaptação à região. “Houve um estranhamento na questão de orçamentos, não é a mesma disponibilidade dos EUA. Nós tivemos que nos adaptar, criar um novo ecossistema para implementar e dar suporte à região”, explica. Os executivos destacam que, apesar dos percalços, a América Latina é alvo de um “grande investimento”.

Corn destaca um “massivo centro de engenharia” em Córdoba, Argentina. “Uma das nossas maiores equipes de desenvolvimento de engenharia está em Córdoba. O engenheiro global de proteção à ameaças saiu deste time”, afirma. O VP global também traz à tona uma operação em Minas Gerais, com cerca de 100 profissionais, e foco no desenvolvimento de soluções de IA.

Segundo o executivo, a adoção de IA e soluções de IA é o tema mais solicitado pelos clientes da Proofpoint, porém, principalmente, como extrair o melhor proveito das tecnologias. “Estamos em um momento único da história. A mudança tecnológica trazida pela IA é talvez a maior já vivida pela humanidade. As organizações querem entender como proteger contra riscos da IA generativa, como usar IA para resolver problemas de segurança e como se tornar empresas nativas em IA”, explica.

O VP detalha que a situação pode ser explicada em três tópicos que também englobam a Proofpoint: como se proteger da GenAI, como usar a IA generativa para resolver problemas e como se tornar um negócio apoiado no uso da tecnologia. “Estamos passando pela mesma experiência que todos os nossos clientes. Como podemos aproveitar a tecnologia de forma proativa? Hoje, isso representa uma vantagem competitiva. Em breve, será simplesmente uma necessidade competitiva. Mas como gerenciar o risco de toda essa mudança? Essa é uma questão fundamental”, afirma.

Sobre o futuro da cibersegurança, Corn entende que a velocidade da evolução tecnológica traz riscos e mais vantagens para os atacantes do que para os defensores, ainda assim, afirma estar “otimista”. “Estamos apenas nos primeiros dez minutos do jogo”, diz. “Vamos começar a ver esses agentes interagindo entre si e formando equipes para resolver esses problemas de segurança. Acho que a oportunidade de resolver problemas de segurança e gerenciar riscos me deixa, na verdade, bastante otimista. Portanto, acredito que vamos passar por um período de risco enorme enquanto as organizações tentam entender qual é a maneira responsável de gerenciar suas implementações do JetAI. A inovação sempre ultrapassa nossa capacidade de entender como gerenciá-la”, conclui.

Compartilhe: