Prejuízo da Algar dobra e chega a R$ 57 milhões no segundo trimestre
A Algar registrou um prejuízo líquido de R$ 57 milhões no segundo trimestre de 2024, o dobro dos R$ 28 milhões de um ano antes. De acordo com o relatório financeiro divulgado nesta sexta-feira, 8, o resultado foi impactado pela depreciação e amortização e pelas despesas financeiras de endividamento.
A depreciação e amortização do período foi de R$ 237 milhões, um aumento de 20% contra R$ 198,5 milhões do segundo trimestre de 2024. A companhia credita esse incremento à redução da vida útil dos equipamentos de terminais e meios de transmissão.
Por sua vez, os juros por endividamento subiram 3%, de R$ 79 milhões para R$ 81,5 milhões. E as variações monetárias por endividamento caíram 9%, de R$ 12 milhões para R$ 11 milhões. Juntas, as despesas por endividamento no segundo trimestre chegaram a R$ 92,5 milhões, um aumento de 1,5% ante R$ 91 milhões do mesmo período um ano antes.
Receitas e despesas da Algar
A receita líquida subiu para R$ 723 milhões, incremento de 3,5% ante R$ 700 milhões de um ano antes. Desse total, o B2B representou 65%, com R$ 472 milhões, um aumento de 1,3% contra R$ 466 milhões de um ano antes. O B2C tem os outros 36% com R$ 251 milhões de receita, alta de 7,5% contra R$ 233,5 milhões na comparação ano a ano.
No B2B, o faturamento foi puxado pelo desempenho positivo por serviços de TIC e soluções de valor agregado (SVA), como conectividade Wi-Fi e telemedicina. E o B2C foi impulsionado pela evolução da banda larga com SVA e pelo aumento 2,5% na receita móvel, de R$ 85 milhões para R$ 87 milhões.
O lucro antes de juros, impostos e depreciação (EBITDA) ajustado teve alta de 41%, de R$ 211 milhões para R$ 300 milhões. Devido ao foco na eficiência operacional e na rentabilidade da empresa. Os custos e despesas operacionais caíram 13%, de R$ 500 milhões para R$ 435 milhões.
O lucro antes de juros e imposto de renda (EBIT, operacional) teve queda de 6%, de R$ 67 milhões para R$ 63 milhões.
Operacional
Ao final do segundo trimestre de 2025, o B2B da Algar contava com 3,5 milhões de acessos no serviço móvel, alta de 12% ante 3,1 milhões de acessos de um ano antes. Com 97% do total, o M2M respondeu por 3,3 milhões de acessos, incremento de 12% contra 3 milhões na comparação ano a ano. A conexão feita por consumidores do B2B subiu 10%, de 105 mil para 116 mil, 3% da totalidade.
No B2C, a operadora teve queda de 2,7%, de 1,07 milhão para 1,04 milhão. Com 53% do total, o pós-pago contabilizou 554 mil acessos contra 527 mil de um ano antes, incremento de 5% e 53% do total. O pré-pago caiu 10%, de 550 mil para 494 mil, respondendo por 47% da base.
A companhia teve alta de 8% na base total, de 4,1 milhões de acessos para 4,5 milhões. 73% desses acessos são M2M, que subiu 12%, de 3 milhões para 3,3 milhões. E as conexões com usuários caíram 1,6%, de 1,18 milhão para 1,16 milhão.