Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Plano cria condições para resolver situação da empresa, diz Âmbar

Desde junho, a Âmbar, a empresa de energia dos irmãos Batista, tenta assumir a Amazonas Energia. A proposta foi feita no dia 28 de junho, duas semanas depois de o governo Luiz Inácio Lula da Silva editar uma medida provisória retirando obrigações que pesavam sobre a companhia amazonense e repassando o custo para os consumidores por 15 anos.

Os irmãos Batista chegaram formalmente à Amazonas Energia dois dias antes da edição da MP, em 10 de junho, quando anunciaram a compra de 13 usinas termoelétricas da Eletrobras por R$ 4,7 bilhões. A aquisição incluiu 11 termoelétricas que fornecem energia para a Amazonas Energia, mas que desde novembro estavam sem receber.

Portanto, as termoelétricas do Amazonas tinham um problema: como a Amazonas Energia não pagava a conta, comprá-las significava assumir também o risco de inadimplência.

A Âmbar topou esse risco, conforme a Eletrobras mencionou em comunicado divulgado na ocasião. Dois dias depois, veio a medida provisória, e o risco de inadimplência desapareceu porque a despesa pelo pagamento das térmicas saiu da conta da Amazonas Energia e foi repassada para a Conta de Energia de Reserva, paga por todos os consumidores do País.

Em nota divulgada ontem, a Âmbar afirmou que a aprovação pela Aneel “cria as condições necessárias para a efetiva recuperação da Amazonas Energia, garantindo a melhor solução para a população amazonense, os consumidores de energia de todo o País e a União”. Disse ainda que o “plano aprovado prevê as bases para proporcionar segurança energética ao Estado e solucionar décadas de insustentabilidade econômica”. Segundo a nota da Âmbar, “em 20 anos, a Amazonas Energia perdeu mais de R$ 30 bilhões”. •

“O plano aprovado prevê as bases para proporcionar segurança energética ao Estado” Âmbar, em comunicado

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