Operadoras brasileiras vão se conectar à Aduna
A Aduna, joint-venture entre Ericsson e grandes operadoras estrangeiras para a comercialização internacional de APIs do Open Gateway, está em conversas finais para conectar as operadoras brasileiras à sua plataforma, revelou o presidente da Ericsson para o Cone Sul da América Latina, Rodrigo Dienstmann, em conversa com a imprensa nesta sexta-feira, 13.
As teles brasileiras não serão sócias da Aduna, apenas parceiras diretamente conectadas, permitindo a comercialização de recursos de suas redes através das APIs do Open Gateway em projetos globais vendidos pela Aduna.
As sócias da Ericsson na Aduna são: América Móvil, AT&T, Bharti Airtel, Deutsche Telekom, KDDI, Orange, Reliance Jio, Singtel, Telefónica, Telstra, T-Mobile, Verizon e Vodafone.
Paralelamente, a Aduna está negociando com marketplaces para a distribuição das APIs do Open Gateway.
Monetização
A Ericsson aposta que APIs de network slicing representarão uma importante nova fonte de receita para as teles sobre suas redes 5G, o que deve vir quando a tecnologia 5G Stand Alone estiver mais difundida.
“As operadoras vão criar novos modelos de negócios e deixar de se apoiar somente em vender Gigabytes. Vão vender slices da rede”, projeta Dienstmann.
Ele também prevê uma disputa futura pela oferta de capacidade de processamento de dados para inferência de inteligência artificial, especialmente para a chamada IA física, cujas aplicações dependerão de baixa latência. Esse mercado será disputado pelos data centers tradicionais e pelas operadoras de telecom, estas últimas por meio de soluções de edge computing, com processamento em suas ERBs.
“Quem vai ser o dono da inferência na rede? É o que toda a indústria quer saber”, questionou.
