Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Oi tem interessadas em ativos de telefonia fixa, tridígito e interconexão

A Oi tem recebido propostas e manifestações de interesse em seus ativos de telefonia fixa comutada (STFC), incluindo serviços emergenciais tridígito, de interconexão de voz e infraestrutura usada na atividade.

No final de 2025, uma proposta conjunta pela operação foi apresentada pela Método Telecom e pela ATV Brasil, nos autos da recuperação judicial da tele. Pelos serviços de telefonia fixa e emergenciais da Oi, a dupla de empresas sediadas em Minas Gerais ofereceu R$ 45 milhões de forma não vinculante, além de R$ 15 milhões nas torres da operação.

A resposta inicial da gestão judicial da Oi foi sugerir um procedimento competitivo para a venda dos ativos, mediante leilão por propostas fechadas aberto a demais interessados. O modelo tem sido praxe em alienações durante a recuperação judicial da operadora.

Após a indicação, uma terceira empresa – a também mineira Alctel Telecomunicações – sinalizou à Justiça interesse de participar do processo competitivo, que ainda não foi formalmente iniciado.

Compromissos
Cabe à Oi a manutenção da operação de telefonia fixa em cerca de 7 mil localidades onde a empresa é a única prestadora dos serviços (COLR, na sigla em inglês), bem como a manutenção de um conjunto de terminais públicos (TUPs, ou orelhões) em uma série de localidades afastadas.

Segundo sinalizou a tele, a proposta conjunta da Método Telecom e ATV Brasil incluiria tais atividades de COLR e TUPs, sem prejuízo às obrigações assumidas pela Oi junto à Anatel no acordo que encerrou a concessão de telefonia fixa da empresa.

A Oi também é a responsável pelos serviços de tridígito ao lado de um amplo leque de governos estaduais, municipais e órgãos públicos, suportando a comunicação emergencial com recursos como o SAMU, bombeiros e polícia. Em paralelo, a empresa ocupa papel nodal no ecossistema de interconexão de voz do mercado brasileiro.

A Anatel presta atenção no horizonte de manutenção das atividades e já indicou a assunção dos serviços por novas empresas como caminho preferencial. Nos últimos meses, a gestão judicial da Oi tem buscado uma transição de serviços essenciais prestados pela operadora, também priorizando novos parceiros de mercado.

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