Network slicing avança e já é ofertado por 33 operadoras, aponta Ericsson
O network slicing (ou fatiamento da rede) – serviço por meio do qual as teles garantem uma fatia da rede para atender requisitos ou operações específicas – já é um produto comercial de pelo menos 33 operadoras de 5G em todo o mundo.
O levantamento consta na última edição do Ericsson Mobility Report, um relatório detalhado sobre o mercado móvel publicado pela fornecedora sueca.
O estudo global identificou 118 casos de uso de network slicing conduzidos por 56 operadoras. Dos 118 experimentos, 65 superaram a fase de prova de conceito (PoC, na sigla em inglês) e se tornaram serviços comerciais ofertados por 33 teles.
O relatório ainda aponta que, só no ano passado, 21 ofertas de fatiamento da rede chegaram ao mercado – ou seja, praticamente um terço do total.
Redes 5G standalone
De acordo com o estudo, o aumento das ofertas de network slicing segue a ativação das redes 5G standalone (SA) – como as implantadas por Claro, TIM e Vivo no Brasil. Em 2025, a Ericsson mapeou 90 operadoras usando redes 5G SA, 30 a mais do que no ano anterior.
“Observamos que provedores de serviços ao redor do mundo estão prontos para adotar e implantar o 5G SA para oferecer conectividade diferenciada baseada em serviços de valor, e não apenas pacotes de volume de dados”, afirma Erik Ekudden, CTO da Ericsson e responsável pelo relatório.
Vale lembrar que, no Brasil, operadoras como a Vivo já trabalham com o serviço de fatiamento de rede, mirando o mercado corporativo. No caso da tele, o recurso veio na esteira da ativação da rede 5G Advanced em Brasília, em agosto do ano passado.
Claro e TIM também já fizeram testes utilizando a solução. A marca da América Móvil, por exemplo, usou o recurso no evento Futurecom 2025, enquanto a TIM aplicou a tecnologia para reforçar a transmissão de vídeo em tempo real durante uma etapa da Porsche Cup.
