Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

Myriota quer expandir no Brasil em 2026 com 5G NTN

A Myriota busca em 2026 expandir seus negócios e parcerias no Brasil. Em conversa recente com Mobile Time, Marcelo Romera, diretor da empresa no Brasil, explicou que 2024 foi o ano que obtiveram a licença para atuar no país e 2025 foi a estruturação de sua empresa de Internet das Coisas via satélite.

“Realmente, o ano de 2025 foi um ano de início da operação. Com a autorização (da Anatel), estruturação e desenvolvendo parceiros na tecnologia que temos. Criamos uma empresa local para fazer faturamento e contratamos pessoas para fazer o suporte e finanças no Brasil/América Latina”, disse o executivo, que tem dez anos de mercado, mas está há pouco tempo no Brasil.

“E, ao final de 2025, fizemos o lançamento da nova rede do serviço HyperPulse com rede 5G não terrestre (NTN)”, completou, ao lembrar que o modelo de negócios é baseado na relação com integradores, que usam a conectividade via satélite para complementar suas ofertas de serviços e produtos.

Importante recordar, a Myriota tem a oferta de duas redes satelitais no Brasil em banda L (1,5 GHz):

UltraLite com conectividade direta para IoT, custo baixo, baixo consumo de energia e foco em implementação remota e de longo prazo;
HyperPulse com 5G NTN para aplicativos que exigem uma transmissão de dados ampla e rápida.
Em seu lançamento no Brasil estava disponível apenas a UltraLite. Já a HyperPulse passou a ser disponibilizada em dezembro de 2025. E a partir da chegada do 5G NTN, Romera espera ampliar as atividades comerciais da companhia, em especial com os integradores levando sua conectividade ao agronegócio, logística e mineração.

“A expectativa para 2026 é desenvolver muitos negócios e parcerias. Em outras palavras, nós estamos expandindo”, complementou.

Rastreador satelital da Myriota

Mirando esse crescimento, a companhia de conectividade via satélite e de baixo consumo de energia para IoT está lançando nesta terça-feira, 10, o seu rastreador de ativos robusto e de vida longa útil no Brasil. Batizado como AssetHawk, o tracker é o primeiro dispositivo a se beneficiar da rede HyperPulse.

Ou seja, a ideia da companhia é que os ativos sejam rastreados pela rede 5G NTN, de modo que não fiquem descobertos em regiões que não têm cobertura da rede móvel celular. Até então a empresa disponibilizava apenas modems e kits de desenvolvedores para que seus parceiros construíssem seus próprios hardwares para aplicações estáticas que precisam de conectividade satelital.

Com certificado IP68 (resistência à água, poeira e altas temperaturas), com um design similar a um powerbank e conectividade via SIMCard dedicado, o AssetHawk é para uso móvel, como rastreio de contêineres e carretas. Alimentado por duas pilhas AA de lítio com durabilidade de até dez anos, a empresa mira com seu dispositivo principalmente os que precisam de acompanhamento de longo prazo, como os segmentos de logística, mineração, agricultura e óleo e gás.

Também ofertado por meio de integradores parceiros, Romera acredita que o rastreador pode ser usado para monitorar um ativo assim como para criar soluções de nicho, como rastrear equipamentos alugados em áreas rurais e acompanhar o uso de ativos em grandes minas.

Próximos passos
O diretor da Myriota no Brasil confirma ainda que o AssetHawk terá duas evoluções em breve:

A inclusão do Bluetooth até a metade do ano;
E a adição do eSIM.
O Bluetooth no rastreador busca avançar mais para a oferta de nicho e especializada, vide a conexão do AssetHawk com sensores externos (porta, temperatura, umidade, vibração, entre outros). Por sua vez, o eSIM é para fazer provisionamento à distância.

 

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