Moradores da Grande SP protestam contra falta de energia
Moradores de cidades da Grande São Paulo realizam protestos nesta segunda-feira contra a falta de energia após a forte chuva que atingiu a região na sexta-feira. No último boletim divulgado pela Enel sobre o tema, 400 mil casas ainda sofriam com o problema no começo desta tarde.
Em São Bernardo do Campo, moradores da Rua Tiradentes bloquearam a via insatisfeitos com a demora para o restabelecimento da energia na região. Vídeos mostram também o mesmo ocorrendo na Rua Atucupe, na região do Campo Limpo, Zona Sul de São Paulo. As imagens mostram moradores queimando pedaços de madeira e pneus por conta do problema.
No Grajaú, também na Zona Sul, nas proximidades da Rua Antônio Felipe Filho, a população da região também bloqueou a via e ateou fogo em objetos, insatisfeitos com a demora.
Procurada, a Enel afirma que até 14h tinha restabelecido a energia para cerca de 1,7 milhão de clientes e que a empresa recebeu o reforço de outros grupos de distribuição de energia, como a Light, Neoenergia, Elektro e EDP para ajudarem nas operações de emergência.
— A Enel também mobilizou profissionais de suas distribuidoras do Chile, Itália, Espanha e Argentina, além de equipes do Rio de Janeiro e do Ceará, que chegaram no final de semana. Com esse incremento, o número de profissionais em campo chegará a 2,9 mil técnicos — diz a empresa.
Os bairros mais afetados de São Paulo pela falta de luz, segundo a Enel, foram Jabaquara, Santo Amaro, Pedreira e Campo Limpo, onde 283 mil pessoas seguem sem força. Cotia tem 31 mil sem luz seguidos de Taboão da Serra, com 32 mil impactados.
Enel tem três dias para restabelecer energia em São Paulo, diz ministro
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, disse em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (14) que a Enel tem três dias para restabelecer a energia na Grande São Paulo após as fortes chuvas que atingiram a região no último final de semana. Silveira anunciou a criação de uma força-tarefa para auxiliar a empresa nos trabalhos de manutenção e também disse que as distribuidoras de energia serão penalizadas se não adotarem medidas para minimizar os efeitos de eventos climáticos extremos no fornecimento de energia.
— Quando a Enel disse que não tinha previsão de entrega dos serviços à população, eu disse que ela cometeu um grave erro de comunicação, um grave erro de seu compromisso contratual com a sociedade de São Paulo de dar uma previsão objetiva, disse para ela que ela tem os próximos três dias para resolver os problemas de maior volume. Nos próximos três dias ela tem de restabelecer a parte mais substancial da energia do povo de São Paulo — afirmou o ministro.
