Domingo, 31 de Agosto de 2025

Ministério da Defesa promove integração em ciência e tecnologia

Em um ambiente de alta complexidade geopolítica e tecnológica, o Ministério da Defesa reuniu, em Brasília, representantes das Forças Armadas, da Base Industrial de Defesa, universidades e centros de pesquisa para um seminário estratégico. Durante dois dias, o evento reforçou a importância de integrar ciência, inovação e defesa nacional, apontando caminhos para consolidar o Brasil como protagonista tecnológico no setor.**

Temas estratégicos debatidos no seminário e seu impacto na Defesa Nacional

O 4º Seminário de Integração das Instituições Científicas, Tecnológicas e de Inovação em Matéria de Defesa (ICTMD) abordou tópicos que estão no centro da transformação dos meios de combate e comando contemporâneos. Entre os principais destaques estiveram tecnologias quânticas, inteligência artificial, robótica, saúde operacional, interoperabilidade de comunicações e soberania de dados.

Essas áreas não apenas refletem tendências globais, mas também respondem a desafios operacionais e estratégicos enfrentados pelas Forças Armadas brasileiras. A troca de experiências permitiu identificar gargalos, definir prioridades e alinhar projetos de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação (PD&I) aos interesses da Defesa Nacional. Segundo o secretário Heraldo Luiz Rodrigues, o evento foi um ponto de partida para “gerar inovações que garantam prontidão tecnológica e vantagem estratégica no campo de batalha”.

Papel das ICTMD e da Base Industrial de Defesa na inovação tecnológica brasileira
Com mais de 80 instituições ligadas às três Forças e outras quatro diretamente ao Ministério da Defesa, as ICTMD formam um verdadeiro parque tecnológico militar brasileiro. Distribuídas principalmente no Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, elas atuam como centros de excelência em áreas como cibernética, materiais avançados, comunicações seguras e guerra eletrônica.

Ao lado da Base Industrial de Defesa (BID) e de agências como a Finep, CNPq, Capes e EMBRAPII, essas instituições são essenciais para o desenvolvimento de produtos estratégicos nacionais. O seminário proporcionou uma vitrine para que startups e organizações de base tecnológica apresentassem suas soluções, incentivando a aproximação entre pesquisa aplicada e demandas operacionais. A presença de associações industriais como ABIMAQ e ABINEE reforçou o alinhamento entre produção civil e necessidade militar.

Cooperação civil-militar como vetor de desenvolvimento e soberania científica
A crescente complexidade dos conflitos modernos exige interdisciplinaridade, inovação constante e integração institucional. Por isso, a cooperação entre universidades, empresas e centros militares de pesquisa se tornou um vetor decisivo para a soberania tecnológica do Brasil. Ao reunir representantes de todos esses setores, o seminário demonstrou que o caminho para uma defesa autônoma passa pela convergência de competências.

A construção de um ecossistema de inovação em defesa requer incentivos, políticas de longo prazo e espaços de articulação como o promovido pelo Ministério da Defesa. O seminário mostrou que o país possui talento, conhecimento e estrutura para liderar avanços disruptivos — desde que os esforços estejam alinhados e voltados para objetivos estratégicos nacionais.

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