Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Migração para mini parabólicas avança e sinal analógico satelital recua, diz IBGE

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou novos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), que detalham a situação das antenas parabólicas nos lares brasileiros em 2024. A pesquisa reflete a política pública de substituição gradual das antenas parabólicas grandes – que podem causar interferência sobre o serviço móvel de quinta geração (5G) – por mini parabólicas, que não apresentam essa incompatibilidade. Com a migração, o sinal de TV aberta satelital passa a ser digital.

Em 2024, nos domicílios com televisão, o percentual de residências que possuíam antena parabólica (grande ou mini com sinal aberto) foi de 21,3% no País. Esse índice atingiu 52,2% na área rural e 17,6% na área urbana. A Região Sul apresentou o menor percentual desses domicílios, com 13,7%, enquanto as regiões Nordeste (35,4%) e Norte (29,9%) registraram os maiores.

Pela primeira vez na série histórica, o Brasil registrou um número maior de domicílios com recepção de sinal por mini parabólica com sinal aberto, totalizando 11,1 milhões de lares. Esse número superou os 5,8 milhões de domicílios que ainda possuíam parabólica grande. Em termos percentuais, isso representou 14,7% dos domicílios com televisão com mini parabólica e 7,7% com parabólica grande.

Aproximadamente 229 mil domicílios tinham acesso a sinal de televisão somente por meio de parabólica grande em 2024. Este dado representa uma queda de mais de 500 mil domicílios em comparação a 2023, quando a proporção era de 1,0% e passou para 0,3% em 2024. Essa redução é relevante por se tratar de domicílios que dependem exclusivamente do sinal analógico de parabólica, cuja transmissão será encerrada para evitar interferências sobre o serviço móvel 5G.

O rendimento médio mensal real per capita nos domicílios com televisão que tinham antena parabólica (R$ 1.501), seja a grande ou a mini com sinal aberto, foi 34,0% menor que o rendimento daqueles com televisão sem esse tipo de antena (R$ 2.275). Para os domicílios com acesso somente por meio da parabólica analógica, o rendimento médio foi de R$ 1.265.

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