Meta anuncia a separação das plataformas Quest VR e Worlds
A Meta anunciou mudanças em sua estratégia de negócios para o Reality Labs e, nesta sexta-feira, 20, informou que vai separar as plataformas dos dispositivos Quest VR, de realidade virtual, do Worlds, de metaverso da empresa. A partir de agora, as duas frentes seguirão caminhos distintos, com o VR focado na qualidade de software e ecossistema de desenvolvedores, enquanto o Worlds passará a ser quase exclusivamente mobile.
Apesar do reconhecimento de que a indústria de realidade virtual não cresceu tão rápido quanto esperado, a Meta confirmou que continuará produzindo novos headsets VR adaptados para diferentes segmentos de público, reafirmando sua crença na realidade virtual como a próxima grande plataforma de computação.
Para estimular que desenvolvedores produzam para o Quest VR, a companhia vai fazer investimento redobrado na comunidade de desenvolvedores terceirizados (third-party), já que, De acordo com a holding, 86% do tempo útil que os usuários passam em seus headsets de realidade virtual é dedicado a aplicativos de terceiros.
Assim, para impulsionar o ecossistema, a empresa anunciou as seguintes medidas:
Limpeza na loja VR: os mundos individuais estão sendo removidos das prateleiras da loja de VR para dar maior destaque e gerar mais impressões para aplicativos e jogos.
Novas ferramentas de monetização e descoberta: introdução de passes de temporada (season passes), pacotes de jogos (bundles) e uma nova aba de “Ofertas” (Deals) para melhorar as vendas.
Crescimento financeiro: em 2025, a empresa investiu quase US$ 150 milhões em programas para desenvolvedores. O resultado foi um aumento de 13% nas compras dentro de aplicativos (in-app purchases) e a marca de mais de 1 milhão de assinantes ativos no Meta Horizon+.
Com um foco mais estreito e direcionado para a plataforma VR, a filosofia da Meta agora é fazer menos coisas, porém com mais qualidade.
Mudanças no metaverso da Meta
Enquanto o VR foca em jogos e aplicativos dedicados, a plataforma Worlds migra aos poucos para ser quase que exclusivamente para dispositivos móveis. O objetivo é aproveitar a posição da Meta de conectar jogos sociais com bilhões de pessoas em suas redes sociais, atingindo um mercado infinitamente maior.
A estratégia mobile já começou a dar frutos em 2025: os mundos exclusivos para mobile saltaram de zero para mais de 2 mil; os usuários ativos mensais (MAUs) em dispositivos móveis cresceram mais de quatro vezes no último ano; diversos criadores já estão lucrando na plataforma, com quatro deles ultrapassando a marca de US$ 1 milhão em receita vitalícia e quase 100 criadores ganhando valores na casa dos seis dígitos.
Para alavancar esse crescimento, a companhia lançou o Meta Horizon Studio e o Meta Horizon Engine, ferramentas personalizadas para a próxima geração de mundos mobile com qualidade superior nos gráficos, carregamento mais rápido e maior capacidade de retenção de usuários.
A mensagem final da Meta para a comunidade de desenvolvedores é de compromisso a longo prazo, transparência e adaptação e relembrou um antigo lema da empresa de que “esta jornada está apenas 1% concluída”.
Demissões
Vale lembrar que há pouco mais de um mês, a Meta anunciou demissão de 1,5 mil funcionários da divisão Reality Labs. A redução afetou 10% do total de colaboradores do segmento
