Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Mercado brasileiro de eletrônica, química e indústria celebra acordo com União Europeia

Entidades industriais brasileiras celebraram a aprovação do acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia, ocorrida na última sexta-feira (9 de janeiro de 2026), após mais de duas décadas de negociações. O aval foi consolidado após o bloco europeu atingir o quórum necessário de 15 dos 27 Estados-membros, representando ao menos 65% da população da região. O tratado é visto por associações como a CNI, Abiquim e Abinee como um marco histórico para a inserção internacional do Brasil e para o fortalecimento da economia nacional.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) destacou que a parceria deve impulsionar a produção e o emprego no Brasil, citando que cada R$ 1 bilhão exportado para a UE gera mais de 21 mil postos de trabalho. Além de fortalecer laços com mercados tradicionais, a indústria brasileira enxerga oportunidades inéditas de expansão tecnológica e comercial em países do Leste Europeu, como Polônia e República Tcheca. Para o setor químico, o acordo é estratégico por estimular investimentos e alinhar a produção nacional aos padrões globais de sustentabilidade e inovação.

Já a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) projeta que o tratado criará a maior zona de livre comércio do mundo, sendo vital em um cenário de instabilidade geopolítica global. A estimativa do setor eletroeletrônico é de um salto de até 30% nas exportações para o mercado europeu em médio prazo, além de facilitar o acesso a insumos industriais diversificados.

 

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