MCom libera R$ 104 milhões para 6G, IA e nuvem
O Ministério das Comunicações (MCom) vai destinar cerca de R$ 104 milhões do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) a projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação no setor de telecomunicações. Os recursos serão aplicados entre 2026 e 2028 em iniciativas voltadas a 6G, IA, computação em nuvem, segurança e privacidade digital.
A execução ficará a cargo do CPQD, após aprovação do Conselho Gestor do Funttel. Para 2026, estão previstos R$ 30 milhões, conforme a Lei Orçamentária Anual. Em 2025, o fundo destinou R$ 15 milhões. Para 2027, a previsão é de R$ 22,7 milhões.
Entre os projetos incluídos está o Prisma, que prevê a criação de uma plataforma brasileira para gerenciar data centers sustentáveis e serviços em nuvem. A iniciativa busca elevar a eficiência energética, reduzir custos e apoiar a gestão dessa infraestrutura.
O pacote de investimentos também inclui o desenvolvimento de infraestrutura de rede 6G com uso de IA, soluções para segurança e privacidade digital, ferramentas de IA generativa para operadoras e tecnologias voltadas à telemedicina.
Recursos serão executados no triênio 2026-2028
O ministério informou que os recursos serão executados ao longo do triênio 2026-2028. A iniciativa se soma ao conjunto de projetos já apoiados pelo Funttel. Segundo o governo, o fundo já destinou mais de R$ 362 milhões ao financiamento de empresas do setor nos últimos anos.
Atualmente, há seis ações em andamento com apoio do fundo. Após o encerramento de cada exercício, o CPQD deverá apresentar ao Conselho Gestor do Funttel um relatório anual de gestão com os resultados alcançados pelos projetos financiados.
Fundo financia inovação tecnológica no setor
O Funttel é um fundo de natureza contábil criado para estimular a inovação tecnológica, incentivar a capacitação de recursos humanos, fomentar a geração de empregos e promover o acesso de pequenas e médias empresas a recursos de capital. A finalidade é ampliar a competitividade da indústria brasileira de telecomunicações.
As receitas do fundo vêm de contribuição de 0,5% sobre a receita bruta das prestadoras de serviços de telecomunicações e de 1% sobre a arrecadação bruta de eventos participativos realizados por meio de ligações telefônicas.
Com a nova destinação de recursos, o fundo passa a financiar projetos em áreas como 6G, IA, nuvem, segurança digital e telemedicina, além de uma plataforma voltada à gestão de data centers sustentáveis. (Com assessoria de imprensa)
