Lula assina decreto da TV 3.0 que deve começar já em 2026
O presidente Lula assinou, nesta quarta-feira, 27, o decreto que institui a TV 3.0 no Brasil. A previsão é de que a funcionalidade já esteja disponível em todo país em junho de 2026, a tempo para a transmissão da Copa do Mundo.
“Ninguém precisará trocar a televisão de uma hora para a outra. A implantação será gratuita, com o período de convivência entre as duas tecnologias – TV digital e TV 3.0 – por 10 a 15 anos, mas nesse período poderá ser prorrogado de acordo com a necessidade da evolução do projeto. Será uma migração escalonada a partir das grandes capitais. Assim, os usuários já de imediato, caso tenham interesse, precisarão adquirir um conversor para que as televisões atuais possam se adaptar a essa nova tecnologia. Vamos ter um tempo necessário para a indústria se adaptar, os conversores se popularizarem e as trocas de televisores, devido ao tempo de uso, acontecerem naturalmente”, explicou o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, durante solenidade no Palácio do Planalto.
A TV 3.0, conhecida também como DTV+, vai proporcionar à rede aberta uma maior qualidade de imagem, som de cinema e ferramentas de interação em tempo real, como um esforço de aproximar a TV aberta aos serviços de streaming. Após regulamentado, as emissoras poderão passar a implementar o novo sistema. “Os canais de TV aberta devem ter o mesmo destaque que os demais”, pontuou o ministro da Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira.
TV 3.0 ou DTV+
O decreto assinado pelo presidente estabelece o padrão tecnológico a ser usado. A TV 3.0 exige a aquisição de um equipamento.
Além de imagens em 4K e 8K, a tecnologia torna os canais de TV algo próximo aos aplicativos.
Existem duas inovações: a integração da publicidade à TV aberta, como ocorre nas redes sociais, as emissoras poderão personalizar os anúncios ao usuário; e a possibilidade de interatividade com conteúdos da TV aberta, como votar em enquetes, comprar produtos exibidos ao vivo ou abrir chats.
As ferramentas de imagem e som não necessitam de conexão com a internet, porém, é necessária para as experiências interativas. No futebol, por exemplo, será possível rever jogadas e gols.
Neste momento, ainda não há o conversor à venda, apenas protótipos e o governo ainda estuda se haverá a distribuição do equipamento, como ocorreu na transição para a TV digital.