Leilão de baterias de armazenamento de eletricidade deve ficar para 2º semestre
O Ministério de Minas e Energia pretende realizar no segundo semestre deste ano o primeiro leilão de baterias de armazenamento de eletricidade. De acordo com o secretário nacional de Transição Energética e Planejamento da pasta, Thiago Barral, o processo está na fase final de ajustes.
Inicialmente, a previsão era de que o leilão ocorresse em junho deste ano. Mas, de acordo com o secretário, o ineditismo do processo e o calendário de leilões na área de energia levaram a disputa para o segundo semestre.
A pasta planeja realizar ainda neste ano certames nas áreas de potência, A-5, sistemas isolados e linhas de transmissão.
“O ministro colocou esse compromisso publicamente de fazer esse leilão [de bateria] e nós estamos trabalhando para viabilizar o processo esse ano”, disse após participar de um seminário sobre minerais críticos na sede do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), no centro do Rio.
Segundo o secretário, as baterias representam uma possibilidade de diversificação de recursos no sistema elétrico nacional, mas não substituem as usinas termelétricas.
“[As baterias] não substituem as termelétricas em hipótese alguma. É uma diversificação e uma complementação de características que, na nossa visão, contribui a médio e longo prazo para o menor custo para o consumidor”, afirmou.
O ministério recebeu contribuições de empresas e associações do setor por meio de uma consulta pública, aberta de setembro a outubro do ano passado. De acordo com o secretário, as propostas estão sendo analisadas pela equipe da pasta.
“Este é o momento em que a gente está naquela fase de ajuste final das propostas, para levar ao ministro [Alexandre Silveira, de Minas e Energia], para que ele possa fazer as escolhas”, afirmou.
Barral ressaltou que “muitas empresas” estão interessadas no certame e que o ministério precisa de tempo para “digerir” as contribuições da chamada pública em que recebeu as contribuições para a portaria com as regras do leilão.
É essa portaria, sem data para ser publicada, que vai definir, por exemplo, onde as baterias serão alocadas – perto dos consumidores e das distribuidoras, ou da geração de energia.
Ele informou ainda que a pasta está em diálogo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para avançar na regulação das soluções de armazenamento no sistema elétrico.
