ISPs pioneiros querem essência do serviço brasileiro replicado na Colômbia
A operadora Giga+ Fibra Colômbia, que não tem relação direta com a operadora Giga+ brasileira, apesar de compartilhar a marca e também ter como sócio o fundador da antiga Sumicity, Vicente Gomes, está há três anos desbravando o mercado colombiano. É um caso pioneiro de exportação do know-how de um operador de banda larga no Brasil para outro país da América Latina.
Mas a companhia, embora tenha raízes brasileiras, atua de forma diferente por lá. Em entrevista ao Boletim TELETIME (podcast disponível no canal da TELETIME no Youtube) os sócios da empresa detalharam as expectativas e estratégias por trás da firma no país vizinho.
Fundador da antiga LPNet no Brasil (depois adquirida pela Desktop) e também sócio da Giga+ Fibra na Colômbia, Marco Aurélio da Silva contou que a experiência em outro país é desafiadora, com diferenças culturais e estratégicas importantes. De acordo com ele, a operação em Bogotá nasceu para “quebrar a barreira do protecionismo” colombiano. “A marca está conseguindo se consolidar no mercado com essa filosofia”, disse Aurélio.
Há também outra característica desafiadora, segundo a empresa. A concorrência no mercado colombiano é mais forte e já consolidada, com grandes players como Claro e a estatal ETB – que já oferecem serviços de fibra óptica. Mesmo com os desafios apontados, o sócio-diretor acredita que a essência do serviço desenvolvido no Brasil, se bem aplicado na Colômbia, “vai ser um sucesso também”.
Atendimento
A “essência” do serviço brasileiro, mencionada pela Giga Colômbia, tem a ver com o atendimento. “Eles estão mal acostumados no sentido de serem maltratados no atendimento. Estamos levando essa filosofia de trabalhar para sermos o mais ágil possível, ter o melhor produto, o melhor atendimento e mostrar para eles que não somos iguais à Claro [da Colômbia], que leva três dias para ir lá recuperar uma fibra. A gente vai no mesmo dia”, contou Aurélio.
Também fundador da Giga na Colômbia, Vicente Gomes observou que, ao contrário do Brasil – onde começou carreira em um mercado quase sem oferta de banda larga – a Colômbia já tem uma infraestrutura mais madura.
No entanto, ele aponta que o país ainda está “um pouco atrás do Brasil em tecnologia”. Gomes também afirmou que a penetração de serviços de Internet na Colômbia é semelhante à do Brasil, mas o mercado colombiano é mais competitivo. O ticket por lá também é semelhante ao daqui – cerca de U$ 15, mas todas as empresas de banda larga precisam oferecer pacotes combinados com TV, pois esse é o padrão por lá.
Ainda que a iniciativa de desbravar o mercado de banda larga da Colômbia seja considerada positiva, até aqui, Vicente Gomes e Marco Aurélio ainda avaliam com calma outras possibilidades de expansão internacional.
Veja a entrevista completa:
