Indústria sente pressão de custos e prevê impacto no preço de eletrônicos
Uma sondagem realizada pela Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) apontou que 47% das indústrias do setor eletroeletrônico estão sentindo pressões nos custos de componentes e matérias-primas para a produção.
Esse foi o terceiro crescimento consecutivo no percentual de empresas impactadas, que estava em 23% em novembro de 2025. O movimento também deve se refletir no custo de bens fabricados pela indústria elétrica e eletrônica, afirma a entidade.
“O caso mais proeminente é o de memórias. Desde dezembro de 2024, grandes fornecedores renegociam contratos com empresas brasileiras. Os reajustes podem chegar a 100% na cadeia, com estimativa de repasse de cerca de 30% no preço final de equipamentos como notebooks, desktops, celulares e TVs”, aponta a Abinee.
Para o presidente da associação, Humberto Barbato, “a situação atual é considerada mais grave do que a vivida no auge da Covid-19. Na pandemia, o problema foi um desajuste temporário nas cadeias de fornecimento”.
Já agora, o que puxa a crise é o surgimento explosivo da demanda de data centers voltados para inteligência artificial. “Essa pressão deve se manter forte até 2028”, afirma Barbato.
Além das memórias, as empresas também estão observando elevação de custos de outros insumos como ouro, prata, cobre, aço, alumínio e plástico, com efeitos pulverizados em diversas cadeias produtivas a depender do grau de utilização de cada item, afirma a Abinee.
(Com informações de assessoria de comunicação)
