Indústria afirma que investimentos podem cair 57% se houver acordo de livre-comércio com a China
A Coalização Indústria, movimento composto por 14 associações de 13 setores produtivos do Brasil, aponta que um acordo de livre comércio entre Mercosul e China pode levar a uma queda de 57% no total de investimentos previstos por essas indústrias até 2027, que soma R$ 825,8 bilhões.
Representantes dessas associações, que participaram de coletiva de imprensa nesta quarta-feira (25), disseram não ter segurança para manter o mesmo nível de investimento com a “espada no peito” que um possível acordo entre os países representa aos setores produtivos, como afirmou José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast).
A entidade pede que o acordo não seja assinado e também que haja maiores alíquotas para a importação de produtos de origem chinesa, para equilibrar os preços praticados. Para Synesio Batista da Costa, presidente da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos (Abrinq), a China tem tido capacidade de reduzir seus preços de produtos para exportação mesmo com custos similares aos brasileiros em salários e no plástico, por exemplo.
“Sabemos que a China é o maior parceiro comercial do Brasil e seria pouco realista imaginar que o governo vai tomar uma decisão em relação a China”, afirmou Marco Pollo Mello, da Aço Brasil, entidade que reúne os produtores de aço nacionais. Segundo ele, empresas podem morrer até que processos de “antidumping” sejam finalizados.
