Iberdrola fará oferta de R$ 6,5 bi pela Neoenergia
A espanhola Iberdrola Energia fará uma oferta pública de aquisição (OPA) da totalidade das ações de sua controlada Neoenergia, dona da Coelba, da Cosern e vários outros ativos em transmissão. A Iberdrola deve gastar cerca de R$ 6,5 bilhões para retirar a Neoenergia do segmento especial de listagem do Novo Mercado da B3.
Em setembro, a Iberdrola já havia desembolsado R$ 11,5 bilhões para adquirir a fatia da Previ na Neoenergia. A Neoenergia é a distribuidora com mais clientes no Brasil, atendendo a 40 milhões de pessoas. São cinco distribuidoras da companhia, em Brasília, Bahia, Rio Grande do Norte, Pernambuco, São Paulo e Mato Grosso do Sul. Ao todo, são 18 linhas de transmissão. A empresa tem ainda capacidade instalada de 3.800 megawatts (MW) de geração de energia renovável.
Na sexta-feira, a Neoenergia havia anunciado um acordo com a EDF Brasil Holding para a venda de 75% de sua participação da hidrelétrica Dardanelos, em Mato Grosso, em uma operação que coloca o valor total da usina, incluindo dívidas, em R$ 2,5 bilhões. Localizada no Rio Aripuanã, Dardanelos tem cinco unidades geradoras com capacidade instalada total de 261 MW, o suficiente para atender a cerca de 1,4 milhão de habitantes.
Na oferta pública anunciada ontem, a Iberdrola pagará R$ 32,50 por ação. O valor será atualizado pela taxa Selic a partir de 31 de outubro, data em que a Iberdrola comprou a participação da Previ na Neoenergia, até a conclusão da OPA. O valor representa prêmio de 7,97% ante o último fechamento do papel.
A apresentação do laudo de avaliação para a OPA foi dispensada, uma vez que a Iberdrola informou que o preço por ação foi estabelecido com base no valor pago pela participação da Previ, considerado justo, segundo a regulamentação.
Segundo a Iberdrola, o movimento tem como objetivo simplificar a estrutura corporativa e organizacional da Neoenergia, o que trará mais flexibilidade na gestão financeira e operacional da empresa. Além disso, será convertido o registro da companhia na CVM de emissora de valores mobiliários categoria “A” para “B”, o que reduzirá os custos de manutenção, segundo comunicado.
