Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Huawei lança primeiros equipamentos para redes em 6 GHz

Uma das novidades apresentadas pela Huawei durante o MWC 2026, que aconteceu na semana passada em Barcelona, foi a primeira linha de equipamentos (tanto de rede de acesso – RAN- quanto de terminais FWA) preparados para a faixa de 6 GHz. Os equipamentos estarão disponíveis comercialmente no segundo semrestre, explica Carlos Roseiro, diretor de CIT marketing da Huawei do Brasil.

Segundo Atílio Rulli, VP de relações institucionais da Huawei, havia uma demanda dos reguladores e dos operadores para que a indústria apresentasse um ecossistema maduro de equipamentos em 6 GHz. No caso dos terminais FWA, eles já aparecem inclusive combinados com WiFi7, que também opera na mesma frequência de 6 GHz.

Mas se os 6 GHz representam uma demanda que sinaliza um passo em direção à ampliação do espectro já de olho da evolução do 5G e a futura chegada do 6G, a mensagem central da Huawei era em IA, batizada de “Advancing All Intelligence”, focada na transição para a “IA dos agentes”, ou “Internet agêntica.

Roseiro enfatiza a necessidades que as operadoras já manifestam em capturar essa oportunidade. e a Huawei foi ao MWC 2026 apontando esse caminho de integração tanto nas redes (móvel e fixa), serviços de IA para otimização de operações, e na divisão de cloud, com AI Computing. A aposta principal no segmento de computing e data centers é no modelo de super-clusters (SuperPods) agregando mais de 8 mil processadores de IA da empresa (NPUs), solução anunciada no ano passado e que é a resposta da Huawei à Nvidia.

A IA também avança para as redes de telecom, diz Rodeiro, tanto na camada de rádio, com ferramentas de integração de diferentes agentes para otimizar recursos de slicing (priorização), por exemplo, até aplicações de IA que rodam no core, como tradução simultânea de chamadas em tempo real.

A Huawei também está trabalhando no desenvolvimento de um modelo de linguagem específico para operadoras de telecom, e por isso decidiu transformar o seu LLM Pangu, que originalmente estava sendo treinado para aplicações gerais e dedicadas ao mercado B2B, em uma LLM que “entende a linguagem das operadoras”, diz Roseiro.

Sobre o desenvolvimento do mercado no Brasil, Roseiro acredita que o movimento para IA virá antes de outras transições importantes, como a chegada do 5G Advanced. Mas ele aposta que deve haver, em breve, uma aceleração da adoção do 5G Standalone no Brasil “para melhorar a performance do 4G e pelo crescimento das aplicações focadas no mercado B2B.

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