Domingo, 5 de Abril de 2026

Grupo Telefónica registra prejuízo de € 4,3 bi em 2025 com impacto de reestruturação e saída da Hispam

A Telefónica encerrou 2025 com prejuízo líquido de € 4,31 bilhões, impactado por custos de reestruturação nas operações continuadas e por perdas associadas às desinvestidas na unidade Hispam. O resultado foi divulgado hoje, 24, juntamente com os números do quarto trimestre e do exercício completo.

Os impactos não recorrentes incluem despesas com ajuste de quadro de pessoal e deterioração do valor de determinados ativos nas operações continuadas. Essas rubricas levaram a perdas de € 2,05 bilhões nas atividades mantidas no grupo. Já nas operações descontinuadas — referentes à venda de ativos na Argentina, Peru, Uruguai e Equador — as perdas somaram € 2,26 bilhões. A soma desses efeitos resultou no prejuízo consolidado de € 4,31 bilhões no ano.

Apesar do resultado contábil negativo, o lucro líquido ajustado das operações continuadas, que reflete o desempenho recorrente dos negócios mantidos no grupo, alcançou € 2,12 bilhões em 2025.

“Cumprimos em 2025 e estamos preparados para continuar cumprindo em 2026. Iniciamos um caminho de transformação da companhia e hoje temos diante de nós os primeiros resultados que nos tornam otimistas e nos permitem seguir assumindo, com coragem, riscos calculados. Vivemos um período de mais crescimento e maior rentabilidade, o que me permite afirmar com satisfação que a Telefónica cumpre”, disse o presidente da Telefónica, Marc Murtra.

Crescimento operacional e aceleração no quarto trimestre
A receita totalizou € 35,12 bilhões em 2025, crescimento de 1,5% em termos constantes, e € 9,17 bilhões no quarto trimestre, alta de 1,3% na mesma base comparável.

O EBITDA ajustado somou € 11,91 bilhões no ano, avanço de 2% em termos constantes, e € 3,19 bilhões no quarto trimestre, crescimento de 2,8%. A caixa operacional ajustada após arrendamentos atingiu € 5,08 bilhões no exercício, alta de 5,9%, e € 1,28 bilhão no trimestre, com crescimento de 12,9%.

O fluxo de caixa livre das operações continuadas totalizou € 2,78 bilhões no ano e € 1,40 bilhão no quarto trimestre.

Saída da Hispam e simplificação do portfólio
A Telefónica informou que avançou na simplificação do portfólio com a conclusão da venda de operações na Argentina, Peru, Uruguai e Equador em 2025. No primeiro trimestre de 2026, foram concluídas as saídas da Colômbia e do Chile.

Além disso, a empresa destacou que a simplificação do portfólio e a reestruturação organizacional das operações continuadas estão em curso, com implementação de plano de eficiência e reestruturação da força de trabalho.

Endividamento e metas para 2026
A dívida financeira líquida encerrou dezembro de 2025 em € 26,82 bilhões. A alavancagem foi reduzida para 2,78 vezes dívida líquida/EBITDA ajustado, com meta de aproximadamente 2,5 vezes até 2028.

Para 2026, a companhia projeta crescimento entre 1,5% e 2,5% na receita e no EBITDA ajustado, crescimento superior a 2% na OpCFaL ajustada e fluxo de caixa livre próximo de € 3 bilhões.

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