Governo reúne setor produtivo para enfrentar tarifaço dos EUA
O governo federal iniciou nesta terça-feira (21) reuniões com representantes da indústria para definir medidas de enfrentamento à tarifa de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, prevista para entrar em vigor nesta quarta-feira (22). Coordenados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), os encontros reúnem entidades como Anfavea, Abimaq, Abit e Abinee para dimensionar os prejuízos e formular um pacote de apoio que será submetido ao presidente Lula.
O vice-presidente Geraldo Alckmin descartou uma retaliação comercial imediata. “Reciprocidade não é retaliação”, afirmou, defendendo o diálogo para evitar uma escalada do conflito. O governo estruturou sua resposta em três frentes: crédito emergencial às empresas, abertura de novos mercados e negociação diplomática. A medida americana afeta cerca de US$ 7,4 bilhões em exportações brasileiras, atingindo principalmente os setores de máquinas, autopeças, eletroeletrônicos, plásticos e calçados.
O Planalto estuda recalibrar o Plano Brasil Soberano, ampliando linhas de crédito e flexibilizando regras para empresas afetadas, enquanto a ApexBrasil destinará R$ 130 milhões à busca de novos mercados. O setor produtivo, porém, pede juros menores, isenção de IOF e mudanças nas exigências para acesso ao programa. O governo também monitora a possibilidade de uma nova sobretaxa americana de 12,5%, que elevaria a tarifa total para 37,5%.
