Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Governo mantém alta de impostos sobre carros elétricos e energia solar, com alíquota chegando a 35% em 2026

Em 2026, o governo federal mantém a política de reoneração dos impostos de importação sobre veículos elétricos, híbridos e equipamentos de energia solar, com alíquotas que chegam ao teto de 35%. A medida marca uma mudança definitiva em relação aos incentivos fiscais adotados nos últimos anos para estimular tecnologias consideradas sustentáveis.

A retomada da tributação começou de forma escalonada em 2024 e foi sendo ampliada até atingir, neste ano, o percentual máximo permitido. No caso dos veículos totalmente elétricos, o imposto de importação alcança agora 35%, o mesmo patamar aplicado a automóveis convencionais. Veículos híbridos e híbridos plug-in também sofreram aumentos progressivos, variando conforme a categoria.

No setor de energia solar, o cenário preocupa empresários e investidores. A Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) alerta que a elevação dos impostos pode comprometer a expansão do setor, colocando em risco investimentos bilionários, projetos em andamento e milhares de empregos ligados à cadeia produtiva.

Segundo a entidade, o aumento da carga tributária tende a encarecer sistemas de geração solar, afetando diretamente consumidores residenciais e empresas que buscavam reduzir custos com energia elétrica por meio da geração própria.

Por outro lado, representantes da indústria nacional defendem a política adotada pelo governo. Entidades como a Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) afirmam que a tributação fortalece fabricantes instalados no Brasil, ao reduzir a concorrência de produtos importados, principalmente os de baixo custo vindos do mercado asiático.

O tema divide opiniões e reacende o debate sobre o equilíbrio entre proteção da indústria nacional, incentivo à transição energética e impacto no bolso do consumidor. Especialistas avaliam que os efeitos da medida devem ser sentidos de forma mais intensa ao longo de 2026, tanto no mercado automotivo quanto no setor de energia renovável.

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