FIERGS leva à CNI debate sobre a operacionalização da reforma tributária em 2027
O Conselho de Assuntos Tributários, Legais e Cíveis (Contec) da Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS) participou, nesta segunda-feira (26), em Brasília, de reunião do Conselho Temático de Assuntos Tributários e Fiscais (Contrif) da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Representando a Federação, o coordenador do Contec, Rafael Sacchi, levou ao debate a preocupação da indústria gaúcha com as condições para a efetiva operacionalização da reforma tributária do consumo a partir de 2027.
A reunião foi conduzida pelo presidente do Contrif e conselheiro emérito da CNI, Armando Monteiro Neto, com participação do vice-presidente do Conselho e presidente da Abinee, Humberto Barbato Neto, e do secretário-executivo e diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI, Mário Sérgio Carraro Telles.
A FIERGS ressaltou a importância da reforma tributária para a modernização do sistema brasileiro, ao mesmo tempo em que defendeu atenção à segurança e à capacidade de adaptação do setor produtivo. A proximidade de 2027, com mudanças relevantes nos sistemas, processos, formação de preços, contratos e dinâmica de créditos, exige acompanhamento permanente e diálogo entre indústria e Poder Público.
Para Sacchi, o debate deve considerar especialmente a realidade das pequenas e médias indústrias, que possuem estruturas mais enxutas e enfrentam proporcionalmente maiores desafios de adaptação. “A indústria apoia a modernização do sistema tributário, mas precisamos assegurar condições para que essa transformação ocorra com segurança, previsibilidade e sem comprometer a competitividade das empresas brasileiras. Nosso olhar deve estar especialmente voltado às pequenas e médias indústrias, que representam a ampla maioria do parque industrial”, afirmou.
A participação no Contrif integra a atuação da FIERGS para ampliar a presença da indústria gaúcha nas discussões nacionais sobre a regulamentação e implementação da reforma tributária, buscando contribuir para uma transição que preserve investimentos, produção, empregos e a competitividade da indústria nacional.
