Estação Antártica terá 5G da TIM em 2026
A Estação Antártica Comandante Ferraz contará com rede 5G a partir de 2026, segundo informações enviadas pela TIM. Apenas em 2025, mais de 180 pesquisadores vinculados a 29 projetos do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) participaram de missões científicas no local. Com a nova infraestrutura, os dados de levantamentos e estudos passarão a ser transmitidos em tempo real, reduzindo atrasos operacionais e ampliando o alcance global das análises climáticas, ambientais e de telemetria produzidas pelos grupos de pesquisa.
A capacidade adicional permitirá que equipes enviem modelos, imagens e registros de sensores diretamente a centros de pesquisa no Brasil. A transmissão contínua também deve facilitar a colaboração entre laboratórios e instituições que acompanham as expedições do Programa Antártico Brasileiro.
Cobertura móvel reforçará segurança e comunicação em clima extremo
A operadora destaca ainda que conectividade é um elemento central para a segurança das equipes científicas. As zonas de proteção da Estação são definidas conforme o alcance do sinal, o que orienta deslocamentos e operações externas. Mudanças bruscas no clima, incluindo ventos superiores a 160 km/h, podem tornar tarefas simples em atividades de risco. Como complemento ao sistema de rádio existente, a rede móvel permite ampliar opções de comunicação em situações críticas.
A infraestrutura da TIM foi projetada para operar no ambiente antártico, incluindo antenas com sistemas de aquecimento e vibração capazes de evitar acúmulo de gelo e assegurar estabilidade de transmissão mesmo sob condições extremas. A ampliação prevista para 2026 deve elevar a cobertura móvel para um raio aproximado de 10 quilômetros ao redor da base.
Documentário acompanhará missão de instalação do 5G
O material também informa que uma série documental, prevista para 2026, acompanhará o cotidiano de pesquisadores brasileiros na Antártica. A equipe de filmagem viajará ao continente em fevereiro do mesmo ano, na mesma missão em que ocorrerá a instalação da rede 5G. O registro buscará mostrar como os estudos realizados no local influenciam a compreensão de fenômenos climáticos que impactam o Brasil e outras regiões.
