Energia elétrica sobe 16,80% e responde por quase 40% da alta do IPCA no mês
Depois de contribuir em janeiro para segurar a inflação, a energia elétrica foi a principal pressão para os preços em fevereiro. Os preços de energia elétrica subiram 16,80%, ante queda de 14,21% em janeiro, e representaram 0,56 ponto percentual da taxa de 1,31% do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do mês, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso significa que o subitem respondeu por 38,9% da alta do IPCA em fevereiro.
O aumento reflete uma devolução de preços após a incorporação do chamado bônus de Itaipu nas contas de luz de janeiro. O bônus é uma espécie de crédito que considera a conta de comercialização de energia da usina hidrelétrica.
Em fevereiro, o IPCA acelerou a alta para 1,31%, a maior taxa para o mês desde 2003, após marcar 0,16% um mês antes. A alta do IPCA em teria sido de 0,78% e não de 1,31% se os preços da energia elétrica tivessem ficado estáveis.
Mesmo sem a influência da energia elétrica, um IPCA de 0,78% seria o maior desde fevereiro de 2024, quando atingiu 0,83%. “A taxa de 0,78% significaria a maior dos últimos 12 meses”, afirmou o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves.
