Domingo, 5 de Abril de 2026

Embrapii alcança R$ 5 bi investidos em inovação e quer refinar captação

Os aportes em pesquisa e desenvolvimento (P&D) na indústria coordenados pela Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) chegaram a R$ 5 bilhões. Criada há dez anos, a organização contemplou 2,7 mil projetos, resultando em 834 pedidos de propriedade intelectual. Além do orçamento próprio, 30% vieram de empresas que contrataram as pesquisas e 30% foram contabilizados como recursos de infraestruturas públicas, como universidades e centros de P&D. “Começamos a desenhar programas mais elaborados para atender tanto os parceiros, como a demanda dos ministérios e do BNDES”, diz Alvaro Prata, presidente da Embrapii. “Isso significa refinar modelos de captação de recursos e atendimento às demandas da indústria e do País.”

• ALCANCE. De acordo com Prata, a entrada dos novos parceiros aconteceu para atender a demandas que antes não eram contempladas. Com 60% dos projetos demandados por pequenas empresas, o valor do tíquete médio por projeto é de R$ 1,85 milhão. Os líderes de investimento estavam no setor da agroindústria/alimentos e bebidas (15%), seguidos por saúde (12%), indústria automobilística (7%) e equipamentos elétricos/energia, telecomunicações e metalúrgicas (6%).

• HOJE E AMANHÃ. “Temos unidades muito maduras em coisas que já deveriam ter sido incorporadas pela indústria como, por exemplo, automação e tecnologias digitais que facilitam a operação”, afirma. “Tem áreas, porém, nas quais enxergamos para onde a indústria deverá ir, como tecnologias quânticas e de inteligência artificial, que pretendemos fortalecer.”

• GESTÃO. Ao contrário da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que permitiu ao agronegócio brasileiro se tornar um dos mais relevantes do mundo, a Embrapii não tem estrutura própria de pesquisa. Ela transforma, por meio de editais com demandas específicas, centros de pesquisa, universidades e outras instituições especializadas em P&D em unidades Embrapii.

• REFORÇO. A chegada de Francesco Di Marcello à diretoria do Bradesco vai ajudar a tracionar a implementação de mudanças no banco na área de tecnologia, pela qual ele responderá. Ele ficará concentrado no que a administração do banco tem chamado de change the bank, que é a equipe centrada na adoção do plano estratégico desenhado para os próximos cinco anos. Edilson Reis e Cíntia Barcelos seguem desempenhando suas funções na área, mas na equipe que toca o dia a dia do banco, o chamado run the bank, o dia a dia.

• BAGAGEM. Os três executivos reportam ao vice-presidente do Bradesco Rogério Câmara, que afirma que Marcello, que era sócio da McKinsey, foi escolhido pela experiência em projetos de transformação digital. O executivo ajudará a coordenar a internalização de vários processos. O banco tem como meta dobrar o número de funcionários em tecnologia em dois anos, para 8.000.

• DE FORA. Marcello engrossa as contratações de executivos de fora do Bradesco, que já têm nomes como Tulio Oliveira, ex-Mercado Pago, e Silvana Machado, ex-Advent. O fim das “carreiras fechadas”, que exigiam experiência prévia no banco para ocupar postos de direção, aconteceu este ano, e é parte do plano da gestão de Marcelo Noronha, que busca oxigenar a organização.

• INFRA É POP. Os fundos de investimento em infraestrutura tiveram um crescimento relevante nos últimos 12 meses, em grande parte como reflexo da tributação dos fundos exclusivos e offshore, além da reversão de benefício em um leque de títulos incentivados. Estudo feito por Maria Fernanda Violatti, responsável por Fundos Listados no Research da XP, mostrou que houve um crescimento de 202% no número de cotistas, para cerca de 300 mil, e de 126% no patrimônio dos fundos listados, para mais de R$ 12 bilhões.

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