Segunda-feira, 6 de Abril de 2026

EDP compra de 16 usinas solares de pequeno porte da Tangipar por R$ 218 milhões

 A empresa portuguesa EDP comprou 16 novas usinas solares na modalidade de geração própria (ou geração distribuída) por R$ 218 milhões. O contrato, fechado com o Grupo Tangipar, inclui projetos localizados na Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Paraná, com uma capacidade instalada total de 44,3 megawatts-pico (MWp).

 As novas usinas se juntam ao portfólio atual da empresa, que detém 90 usinas solares de geração distribuída no Brasil, com capacidade instalada total de 258 MWp. Do montante, 76 usinas (209 MWp) estão em operação, e 14 usinas (49 MWp) estão em construção ou aguardando energização.

 O vice-presidente de soluções para clientes da EDP na América do Sul, Carlos Andrade, diz que com o investimento a empresa entra em um novo mercado, o Mato Grosso, chegando a ter presença em 11 Estados e no Distrito Federal. A meta é que a capacidade instalada atinja 500 MWp até 2026, com aportes anuais de aproximadamente R$ 600 milhões.

 Cerca de 70% dos recursos do investimento serão feitos via dívida, e a diferença pode vir com capital próprio da companhia. Apesar de existirem dezenas de empresas do setor de geração distribuída no Brasil, o contexto é de consolidação de poucos grupos na aquisição de projetos, como Brookfield, Brasol, Origo, Matrix e Pátria, por exemplo. 

 O movimento ocorre por conta do fim da janela regulatória estabelecido no marco legal da geração distribuída, que criou uma corrida pelo desenvolvimento de novos projetos nessa área no país a fim de garantir o subsídio da gratuidade da cobrança da tarifa de uso da rede das distribuidoras, a chamada Tusd, até 2045. Agora esses investidores aproveitam para vender esses empreendimentos.

 A empresa tem hoje cerca de 10 mil clientes e quer chegar a 30 mil em 2026. A EDP atua na geração distribuída dedicada a clientes de maior porte, como bancos, empresas de telecomunicações e redes de farmácias e mercados, e de consumidores menores, em que os clientes alugam uma cota da usina para seu consumo próprio. 

 Das 16 usinas compradas, cinco estão concluídas e 11 estão em construção, com previsão de conclusão em 2025. O desafio dos portugueses é a busca por clientes que vão consumir a energia dessas usinas, já que as plantas serão entregues sem demanda de consumo. 

 

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