Terça-feira, 7 de Abril de 2026

Dona da Claro aposta em migração para pós-pago e aumento de recargas no pré

Para continuar crescendo nos próximos trimestres, a Claro vai seguir apostando na estratégia de migrar clientes de telefonia móvel para planos pós-pagos e estimular a frequência de recargas na modalidade pré-paga, que cresceram pela primeira vez após vários trimestres.

É o que afirmou a diretoria da América Móvil (AMX), dona da operadora brasileira, nesta quarta-feira, 23, em conferência com analistas. A tele brasileira, vale lembrar, cresceu 6% em receitas no segundo trimestre, conforme balanço financeiro divulgado na véspera. Os serviços móveis foram o destaque do período, com alta de 9,1%

No segundo trimestre, a base pré-paga da Claro perdeu 571 mil usuários, muito em função da migração para o pós-pago. Contudo, a receita com recargas aumentou 4%, “depois de vários trimestres em declínio”, informa o balanço consolidado da AMX.

“Estamos registrando aumento de recargas, não necessariamente de assinantes. O que é importante é seguir o crescimento da receita”, frisou Haji, acrescentando que as recargas por Pix estão em alta há três trimestres.

Ainda no que diz respeito ao serviço móvel, o CEO assegurou que o acordo com o Nubank – que em entrou no mercado de telefonia móvel com a marca NuCel, um MVNO a partir da rede da Claro – “tem sido bom”, pois o banco “procura por bons consumidores”.

Haji disse que a base do Nubank já integra os números da Claro, mas não compartilhou detalhes sobre a carteira de clientes.

Pós-pago
O foco da empresa, contudo, é o segmento pós-pago. “Estamos indo bem em pós-pago no Brasil. Temos qualidade de rede, expandimos a cobertura e aumentamos a equipe de vendas”, disse Daniel Haji, CEO da AMX.

“O que está acontecendo, o cliente pré-pago indo para o pós-pago, não é só com a gente, mas é algo que estamos trabalhando com estratégias diferentes”, acrescentou.

O executivo também creditou o avanço no pós-pago – segmento em que ganhou 1,4 milhão de assinantes no segundo trimestre – à plataforma digital Claro Flex, por meio da qual realiza vendas e incentiva a migração de planos.

“Estamos melhorando o atendimento ao cliente digitalizando tudo. O nosso NPS [Net Promoter Score, que mede a satisfação do cliente] está crescendo. É tudo isso junto para o mercado responder bem”, avaliou Haji.

Sobre os serviços B2B, realizados pela unidade Claro empresas, o executivo se limitou a afirmar que “estão crescendo, mas temos que fazer mais, pois há boas oportunidades em médias empresas”.

Resultados financeiros
As receitas da AMX cresceram 7,9% no segundo trimestre em moedas constantes, na comparação com o mesmo período do ano passado – o ritmo mais forte em um ano. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) teve alta de 5,1%, na mesma base de comparação.

A multinacional obteve lucro líquido de 22,3 bilhões de pesos mexicanos (aproximadamente US$ 1,2 bilhão) no período de abril a junho. O resultado foi alcançado, em parte, pela redução dos custos financeiros e de ganhos cambiais na ordem de 11 bilhões de pesos mexicanos.

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