Desafio é levar cobertura 5G para áreas remotas e de menor rentabilidade
O leilão do 5G obrigou o atendimento com rede 4G ou superior a 625 localidades remotas até o fim de 2025 e 6.805 localidades até o fim de 2028, e mais 1.700 localidades não-sedes com 5G até dezembro de 2030. “A obrigação é colocar torre em cada uma destas localidades”, diz Nilo Pasquali, superintendente de planejamento e regulamentação da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
“Acredito que vamos ter uma melhoria robusta de cobertura no Brasil”, avalia Marcio de Jesus, vice-presidente de negócios da Algar Telecom. Entretanto, ele ressalta: “O leilão 5G foi efetivo para identificar áreas rurais e colocar metas, mas é difícil afirmar que teremos 100% de cobertura”.
A Vivo planeja levar cobertura para mais de 1,5 mil localidades nos próximos anos. No entanto, Elmo Matos, diretor core e redes móveis da operadora, considera necessária a redução de barreiras para o avanço da infraestrutura, atualização de leis, redução do licenciamento de torre ou estação móvel e ampliação de programas de incentivo. “São necessárias políticas públicas que promovam o avanço da conectividade rural, orientadas por dois objetivos complementares: ampliação da oferta e a aceleração da demanda.”
Para Marco Di Costanzo, CTO da TIM, “a situação melhorou muito de cinco anos para cá, mas ainda há leis que são altamente impeditivas”. Enquanto isso, operadoras avançam em locais que não fazem parte das metas de cobertura, mas são rentáveis. A TIM, por exemplo, tem vasta presença no agronegócio. “Temos mais de 40 grupos de agronegócios que são nossos clientes, com casos de ponta usando 5G no campo, nas fazendas do futuro com drones que monitoram as áreas cultivadas”, diz.
A Claro mapeia áreas turísticas, para implantar 5G. “Os clientes querem ter a mesma experiência da cidade”, diz o CEO da Claro para a unidade de consumo e PME, Paulo César Teixeira.
