Quinta-feira, 29 de Janeiro de 2026

Data Centers no Brasil em 2025: boom da IA, bilhões em Investimentos e revolução verde

O mercado de data centers no Brasil experimentou em 2025 um ano de anúncios ambiciosos e políticas de fomento, impulsionado pela demanda por IA e infraestrutura verde, sem que muitas obras iniciassem construção efetiva. Operadores como Scala, RT One e Elea lideraram divulgações de projetos, enquanto o país se beneficiou de custos competitivos e rede elétrica estável, contrastando com tendências globais.

Avanços Tecnológicos e IA
O Dell’Oro Group registrou crescimento global de 17% na infraestrutura física de data centers no 1º trimestre de 2025, impulsionado por IA, com o Brasil acompanhando via soluções de energia limpa anunciadas pela RT One para seus futuros centros. Estudos projetam US$ 15,57 bilhões no mercado verde até 2030, tema de webinar do IPNews sobre green data centers no Brasil. Gartner alertou globalmente que 40% dos data centers de IA enfrentarão escassez de energia até 2027, mas o país priorizou redes robustas.

Movimentação dos Operadores
Scala Data Centers anunciou investimento de até US$ 2 bilhões em campus em Jundiaí, enquanto Elea planeja instalar em São Paulo o maior data center da Petrobras, em “fase decisiva” segundo sua executiva. RT One divulgou R$ 6 bilhões para data center em Uberlândia (MG), escolhida pela rede elétrica ao lado de Maringá (PR), e contratou solução de energia limpa para IA, sem início de obras até o fim do ano. Ascenty destacou oportunidades com desonerações, e preços caíram 20,8% em São Paulo (CBRE), exceção à alta global.

Políticas de Fomento
A MP do Redata zerou IPI e PIS/Cofins para data centers em 2026, com MDIC prorrogando consulta para equipamentos elegíveis e Abinee defendendo produção nacional. Telcomp alertou sobre prazos de votação e risco de caducidade da medida, cinco entidades TIC pediram aprovação urgente, mas ICMS segue como incógnita; COO da Ascenty projeta R$ 2 trilhões em investimentos na década.

Desafios e Posicionamento
Brasil se destacou por custos baixos e energia estável, desafiando alertas globais da Gartner, com ênfase em modularidade e sustentabilidade para atrair operadores, embora a caducidade da MP do Redata exija agilidade legislativa em 2026.

 

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