Data center da Parks em Cachoeirinha terá duas etapas, com previsão de expansão para serviços de IA

O projeto de R$ 500 milhões da Parks Data Centers em Cachoeirinha deverá ser implementado em etapas, sendo a primeira delas entregue ainda em 2026. A previsão é de que sejam construídos dois data centers, com perspectiva de expansão para serviços de Inteligência Artificial . A iniciativa foi apresentada pelo CEO da empresa, Fabio Cierro, durante reunião-almoço da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) realizada nesta terça-feira (29).
A proposta prevê uma capacidade de até 386 racks e potência de até 5 MW , sendo que 3,3 MW são para capacidade de TI, enquanto o restante é destinado à infraestrutura do empreendimento. O projeto será executado em uma área de 3 mil metros quadrados em um prédio já construído dentro da unidade da Parks no Distrito Industrial do município.
A primeira etapa do empreendimento , conduzida pela empresa, deverá focar na instalação de dois data halls, com 28 racks cada . A estrutura poderá ser ampliada gradualmente até alcançar a capacidade total projetada. Além dela, estão previstas outras oito fases de implementação.
Dos R$ 500 milhões previstos, cerca de R$ 200 milhões correspondem à infraestrutura missão crítica e R$ 300 milhões são voltados para equipamentos de armazenamento de dados e processamento. Conforme Cierro, estão sendo negociados financiamentos com o BNDES e com o Badesul , mas a perspectiva é de atrair parceiros e investidores nas etapas subsequentes.
A estratégia comercial prevê inicialmente que 60% da capacidade seja destinada a colocation , modelo em que os clientes instalam seus próprios equipamentos no data center. Outros 25% serão destinados a serviços de computação em nuvem e 15% à Inteligência Artificial. Mas, segundo o executivo, a operação não começará imediatamente com a oferta de IA. A expansão para esse segmento está prevista para o segundo data center.
Para a operação de cloud, a Parks firmou parceria com a paulista PWS, especializada em serviços de nuvem, backup e disaster recovery. A partir da parceria, será criada a Parks Cloud by PWS. Conforme apresentado por Cierro, a empresa pretende lançar uma nuvem pública em 2027.
A Parks pretende atuar, conforme o CEO, oferecendo infraestrutura para empresas gaúchas e serviços de recuperação de desastres . A conexão com o cabo submarino Malbec, que terá uma extensão até Porto Alegre, também é apontada como parte da estratégia de conectividade do empreendimento.
Além da infraestrutura de processamento e armazenamento, o projeto deverá integrar serviços de cloud, colocation, disaster recovery e, em uma etapa posterior, soluções voltadas à inteligência artificial.
