Crise de chips pode elevar preços de celulares e produtos, diz Samsung
O CEO da Samsung, TM Roh, afirmou que a crise global de memória RAM pode influenciar o preço de celulares, TVs e eletrodomésticos. A escassez está atrelada à priorização de chips para IA pelos fabricantes, reduzindo a oferta para dispositivos comuns.
Atrasos e faltas no mercado já afetam a produção de diferentes produtos. Analistas destacam que o cenário, impulsionado pela demanda de data centers, deve manter pressão de preços por anos. A Samsung, segundo Roh, trabalha em estratégias de longo prazo para mitigar o impacto.
Mercado de IA em foco
O avanço da inteligência artificial concentra investimentos em chips para data centers, o que diminui a disponibilidade de memórias RAM tradicionais. Empresas do setor relatam que memórias mais avançadas, usadas em IA, passam a ter prioridade.
Especialistas citam duas possíveis consequências: queda na memória disponível para modelos antigos e aumento de preços. Pesquisas apontam variação expressiva nos valores de memória RAM, com elevação significativa em semanas.
Exemplos de preço
Pesquisas de mercado indicam variação de preço de memória RAM DDR4 de 16 GB. Em novembro, o produto custava cerca de R$ 650; em dezembro, passou para aproximadamente R$ 1.599, marcado aumento superior a 140%.
Impactos no consumidor brasileiro
Especialistas destacam que fatores locais, como câmbio, impostos e logística, podem intensificar reajustes. Politicamente, o custo final ao consumidor pode depender do mix de produtos oferecidos pelas fabricantes.
Mercado brasileiro e planejamento
Executivos de Kingston afirmam que consumidores podem receber celulares com configurações mais simples, mantendo preços anteriores. Do lado das fabricantes, há esforço para manter o abastecimento estável no Brasil durante o período de incerteza.
Perspectivas e duração
Analistas consultados pelo G1 apontam possibilidade de longa duração da crise, com estimativas que vão além de 2026. Entre as empresas, há forecasts de continuidade da escassez até o fim de 2027, segundo fontes da Reuters.
Contexto adicional
A Dell, em evento com representantes da Abinee, indicou que setores como tecnologia e automotivo podem sentir impactos já em 2026. Examinando o cenário, especialistas destacam a necessidade de monitoramento constante do mercado.
