Colaboração liderada por Dell, IBM e Intel busca ampliar opções para redes 5G privadas
Desenvolvimento de redes móveis, abertas e desagregadas tem como objetivo criar alternativas para setores estratégicos como educação, agronegócio e indústria 4.0
Obter uma conexão segura, capaz de trafegar alto volume de dados e equilibrando eficiência energética com sustentabilidade, pode ser um desafio. Em áreas remotas ou em setores como a educação pública, a utilização de redes 5G privadas, abertas e desagregadas, pode ser uma solução para uma conectividade de qualidade. Diante desse cenário, uma colaboração de 19 entidades, liderada por Dell Technologies, IBM e Intel, tem trabalhado arduamente para ampliar a quantidade de opções disponíveis no mercado, impactando não só escolas, como também áreas estratégicas para o desenvolvimento do País, como o agronegócio e a indústria 4.0.
“Esse tipo de iniciativa visa trazer novas alternativas para os clientes, proporcionando um novo ecossistema de telecomunicações e novas possibilidades de utilização da infraestrutura”, ressalta Gerson Freire, Arquiteto Enterprise para Telecomunicações da Dell Technologies no Brasil. Baseada em
Sorocaba, no FIT Instituto de Tecnologia, e estabelecida em 2023, a colaboração entre as empresas começou com 14 organizações.
Em 2024, o Laboratório OpenRAN chegou a 19 entidades, segundo dados apresentados pela colaboração durante a Futurecom, feira do setor de tecnologia e telecomunicações realizada em São Paulo no início de outubro.
Uma rede 5G privativa possui o mesmo poder e os mesmos benefícios que as redes 5G já disponíveis para uso comercial atualmente. No entanto, ela tem configurações privadas, que permitem que organizações de diferentes setores tenham um alto nível de segurança. Além disso, como explica Thiago Moraes, Account Technical Leader da IBM, é possível também “fatiar” a rede para diferentes aplicações, garantindo que todas as atividades necessárias tenham uma reserva de capacidade.
“É possível entregar uma conectividade diferenciada, permitindo que um professor possa explorar em sala de aula uma atividade usando realidade mista, uma vez que ele tem uma rede previsível, segura e com alta capacidade”, afirma o executivo.
Mais do que simplesmente trabalhar no estabelecimento de redes 5G privadas, o laboratório tem como foco a criação de redes abertas e desagregadas, seguindo o padrão de arquitetura OpenRAN (Radio Access Network). “Com esse padrão, é possível ampliar o escopo de fornecedores possíveis de infraestrutura de telecomunicações, com uma gama ampla de softwares, antenas, e diferentes configurações físicas para variados equipamentos”, explica Roberto Corrêa, Especialista em Telecomunicações da Intel Brasil. “Entre as vantagens que essa metodologia traz, está o fato de que nichos como educação, agronegócio e serviços públicos demandam uma flexibilidade de soluções que hoje não está totalmente disponível no mercado.”
